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Início Brasil Irmão de Eloá, tenente da Rota segue em estado gravíssimo

Irmão de Eloá, tenente da Rota segue em estado gravíssimo

Ronickson Pimentel foi baleado na cabeça

O 1º tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos permanece internado em estado gravíssimo, porém estável, após ser baleado na cabeça neste sábado (27), em São Caetano do Sul. Segundo a Polícia Militar, o oficial passou por uma cirurgia neurológica de alta complexidade no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

– A PMESP e o 1º Batalhão de Polícia de Choque – ROTA informam que o Tenente PM Pimentel permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, sob monitoramento neurológico contínuo. O quadro de saúde permanece inalterado. O oficial segue em estado gravíssimo, porém estável, lutando por sua vida – informa a corporação.

A PM diz que o momento exige cautela, mas ressaltou que a equipe médica e os colegas do policial seguem esperançosos com sua recuperação. Também foram desmentidos rumores sobre a morte do tenente que circularam nas redes sociais, reforçando que ele continua vivo.

Neste domingo (28), a polícia anunciou a prisão de suspeitos de envolvimento no crime.

As investigações apontam que Ronickson foi atacado poucos minutos após deixar uma academia. Imagens de câmeras de segurança mostram que os criminosos o aguardavam em um carro e uma motocicleta, passando a segui-lo até efetuarem os disparos quando ele parou em um semáforo na Avenida Goiás.

O tenente é irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, jovem de 15 anos que foi morta em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, após ser mantida em cárcere privado em Santo André (SP). O crime teve grande repercussão nacional na época.

Durante o julgamento do caso, em 2012, Ronickson prestou depoimento no Tribunal do Júri. Na ocasião, ele relatou o comportamento agressivo do acusado e afirmou que a irmã já havia sido agredida pelo ex-namorado antes do crime.

O “Caso Eloá Pimentel” RELEMBRE A HISTÓRIA

Adolescente de 15 anos morta pelo ex-namorado após se recusar a reatar o namoro.

Era dia 13 de outubro de 2008, uma segunda-feira. Eloá estava no apartamento onde morava, na companhia de outros três adolescentes, para fazer uma lição de casa em grupo. Foi quando um homem armado com um revólver invadiu o imóvel, fez ameaças e anunciou o sequestro. Era Lindemberg Alves, de 22 anos.

Lindemberg e Eloá começaram a namorar quando ela tinha apenas 12 anos. Durante dois anos e meio, o casal viveu um relacionamento conturbado. Até que, em 2008, Eloá decidiu terminar. Lindemberg, no entanto, não aceitava o fim do namoro.

Naquela mesma segunda-feira (13), a Polícia Militar de São Paulo foi acionada. Ao chegarem ao condomínio onde acontecia o sequestro, os agentes foram recebidos a tiros. À noite, dois dos adolescentes foram libertados, restando como reféns Eloá e a melhor amiga, Nayara Rodrigues, também de 15 anos à época.

Após horas de negociações, Lindemberg decidiu libertar Nayara na noite do dia seguinte, terça-feira (14). Ela, no entanto, foi chamada pela PM para participar das negociações na quinta-feira (16). A manobra deu errado, e Nayara acabou retornando para dentro do apartamento, onde voltou a ser mantida refém.

Na sexta-feira (17), os agentes realizaram uma operação para invadir o apartamento. Segundo a corporação, a incursão ocorreu porque Lindemberg teria feito disparos. Nayara, no entanto, contestou essa versão. Segundo ela, o criminoso só atirou depois que a polícia invadiu o imóvel. Lindemberg fez três disparos: um atingiu o rosto de Nayara; os outros dois, a cabeça e a virilha de Eloá.

Nayara deixou o apartamento andando e foi encaminhada para atendimento médico. Eloá foi retirada inconsciente pelos socorristas. Ela foi levada para o hospital, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Lindemberg foi rendido e saiu escoltado pelos policiais, sem ferimentos. Ele foi acusado por 12 crimes e acabou condenado, em 2012, a 98 anos e 10 meses de prisão. Posteriormente, a pena foi reduzida para 39 anos.

Ao saber do sequestro, o pai de Eloá, que até então se apresentava como Aldo José dos Santos, passou mal. As imagens do atendimento médico foram exibidas na televisão, e ele foi identificado como Everaldo Pereira dos Santos: um foragido da Justiça de Alagoas que integrava um grupo de extermínio conhecido como “Gangue Fardada”. Após a repercussão das imagens, Everaldo fugiu, mas acabou preso no ano seguinte, em 2009.

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