Secretaria de Economia do DF esclarece que as buscas realizadas pelo Ministério Público investigam a conduta individual de agentes públicos de administrações anteriores e garante total colaboração com as autoridades
A Secretaria de Economia do Distrito Federal informou que os mandados de busca e apreensão cumpridos na manhã desta sexta-feira (19) pela Operação Juros Zero se referem a acordos de empréstimos consignados firmados em períodos anteriores à atual gestão.
Em nota oficial, a pasta destacou que a investigação conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) tem como foco a conduta individual de agentes públicos, e não a atuação institucional da Secretaria.
A Secretaria de Economia afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades, tendo aberto as instalações e prestado todo o apoio necessário para o cumprimento das diligências e o recolhimento dos materiais solicitados.
A Operação Juros Zero apura supostos descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal e tem como alvos, entre outros, a fintech Pic Pay, o ex-secretário de Economia Ney Ferraz e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
Veja a nota na íntegra:
“A Secretaria de Economia informa que, nesta sexta-feira (19), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizaram ação de busca e apreensão relacionada a equipamentos utilizados por alguns servidores da Pasta no âmbito de investigação que apura fatos relacionados a acordos para concessão de empréstimos consignados firmados em período anterior. A Secretaria esclarece que a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos e não a atuação institucional da Pasta.
A Secretaria está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, garantindo pleno acesso às instalações e prestando todo o apoio necessário para o cumprimento das diligências e a coleta dos materiais solicitados.”
Entenda o esquema de descontos irregulares na folha de servidores
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Governo do Distrito Federal.
A ação apura se uma modalidade de antecipação salarial, criada por decreto em agosto de 2024, foi utilizada para cobrar taxas consideradas como juros disfarçados.
De acordo com as investigações, o decreto permitia descontos em folha sem a incidência de juros. No entanto, servidores que optavam por receber o valor antecipado diretamente na conta do PicPay eram cobrados por uma “taxa de antecipação”. O MPDFT suspeita que essa taxa funcionava, na prática, como uma cobrança de juros.
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificou que mais de R$ 81 milhões foram descontados dos contracheques de servidores por meio dessa modalidade entre 2024 e 2025. O crescimento rápido do número de operações após a publicação do decreto chamou a atenção dos órgãos de controle.
A operação cumpriu 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e em Curitiba. Entre os alvos estão o Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Economia do DF, o Iprev-DF e a empresa PicPay. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também é investigado.
Em nota, a Secretaria de Economia informou que a investigação trata da conduta individual de agentes públicos e que a pasta está colaborando com as autoridades, fornecendo acesso às instalações e aos materiais solicitados.





