Por Silvano Lima
A aproximação do período eleitoral tem dessas coisas
Esse é o momento que lideranças comunitárias voltam ao centro das atenções de partidos e pré-candidatos em busca de apoio, influência local e, claro, votos.
Nas regiões administrativas do Distrito Federal, moradores já começam notar o aumento da presença de políticos em feiras, eventos religiosos, associações de bairro e reuniões comunitárias.
Porém, na pratica o “Aqui nós vamos fazer” não funciona. Na verdade, o que funciona é o “Aqui eu já fiz”
O movimento que se intensifica só de 4 em 4 anos, já é visto como parte do calendário político tradicional.
Em anos eleitorais, figuras que raramente aparecem nas comunidades passam a frequentar espaços populares, distribuir cumprimentos, ouvir demandas e tentar aproximação para construir alianças com lideranças locais.
“Esse período é normal: aparecem pessoas que nunca pisaram na comunidade, abraçando todo mundo e querendo apoio e voto”, comentou um morador do Paranoá que participa de reuniões comunitárias há mais de dez anos.
Líderes comunitários são considerados peças estratégicas nas campanhas.
Muitos por conhecerem de perto os problemas da região e manterem contato direto com os moradores ganham certa entrada para apresentar candidatos.
Apoios desse tipo ajudam candidatos a ganhar credibilidade local e ampliar sua presença em bairros onde antes eram pouco conhecidos.
Ao Informa Tudo DF, o Senhor André, agente politico, afirmou que na política local a aproximação entre candidatos e comunidades não é, por si só, negativa. O problema surge quando o contato acontece apenas em época de eleição, sem continuidade depois das urnas, o que lamentavelmente é o que mais acontece.
A tendência é que a movimentação aumente nos próximos meses, com mais reuniões, visitas e eventos em bairros do DF.
Partidos políticos também já mapeiam lideranças influentes em diferentes regiões administrativas para fortalecer suas chapas e ampliar capilaridade eleitoral. Em busca dos famosos “Puxadores de votos”, para suas legendas.
Enquanto isso, nas comunidades, a avaliação costuma ser pragmática: ouvir propostas, cobrar resultados e separar presença ocasional de trabalho permanente.
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Fonte: Informa Tudo DF / Por Silvano Lima






