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No Goiás, governador Daniel Vilela reforça combate ao crime após megaoperação contra facções e fraudes milionárias

Daniel Vilela cumpriu os ritos de posse e passou em revista às tropas de segurança (Foto: Secom)
Daniel Vilela cumpriu os ritos de posse e passou em revista às tropas de segurança (Foto: Secom)

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), afirmou nesta terça-feira (19) que o estado seguirá intensificando o combate às organizações criminosas após a Polícia Civil deflagrar uma série de operações contra facções, traficantes e grupos especializados em fraudes eletrônicas em diferentes estados do país.

As ações ocorreram simultaneamente em Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e no Distrito Federal, resultando no cumprimento de 185 medidas judiciais, entre mandados de prisão, buscas e apreensões, além do bloqueio de bens e valores ligados aos investigados.

“Vamos continuar garantindo que Goiás seja terra de gente de bem, onde bandido não se cria e não se criará”, declarou Daniel Vilela ao comentar as operações coordenadas pelas forças de segurança.

Segundo a Polícia Civil, foram expedidos 113 mandados de prisão contra suspeitos investigados por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa, estelionato virtual, fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e roubo. As ações também resultaram no bloqueio de mais de R$ 4,2 milhões vinculados aos grupos criminosos.

Entre as operações realizadas nesta terça-feira está a Operação Agropix, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde. A investigação apura a atuação de uma quadrilha suspeita de aplicar o golpe conhecido como “mão fantasma”, modalidade em que criminosos conseguem acessar remotamente celulares e contas bancárias das vítimas.

De acordo com a polícia, um produtor rural de Rio Verde sofreu prejuízo milionário após ser alvo do esquema. As investigações apontam que os suspeitos utilizavam ferramentas tecnológicas para realizar transferências fraudulentas e ocultar os valores desviados.

Outra ação de destaque foi a 7ª fase da Operação Destroyer, intitulada “Cobrança Final”, coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc). A investigação mira uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas por delivery na Região Metropolitana de Goiânia.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava motocicletas e carros para realizar entregas de entorpecentes e mantinha uma estrutura organizada para logística, comunicação e cobrança de dívidas do tráfico.

Nesta etapa da operação, foram cumpridos 20 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em Goiânia, Trindade e São Luís de Montes Belos.

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