Um suposto líder do Cartel do Nordeste, no México, foi preso durante uma operação no estado de Nuevo León e as apreensões realizadas na ação chamaram a atenção. Com José Antonio Cortes Huerta, de 39 anos, as autoridades apreenderam armas, drogas, dinheiro em espécie e sete tigres.
De acordo com o ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, Huerta comandava uma célula ligada ao cartel que atua na região próxima à fronteira com os Estados Unidos. Uma mulher identificada como Rosario Flores Alemán, de 41 anos, também foi presa durante a ação.
A operação foi resultado de uma investigação iniciada após a apreensão de uma embarcação no estado de Tamaulipas. Durante as buscas, agentes encontraram narcóticos, dez armas de fogo, 11 veículos, seis motocicletas e os sete tigres mantidos pelo grupo criminoso.
O uso de felinos exóticos por cartéis mexicanos já foi citado em diferentes investigações internacionais como símbolo de poder e intimidação. Em uma acusação apresentada pela Justiça dos Estados Unidos em 2023, integrantes de uma facção do Cartel de Sinaloa foram acusados de utilizar tigres para se desfazer de vítimas.
Segundo o governo mexicano, os materiais apreendidos estariam ligados a Roberto Blanco Cantú, conhecido como “El Señor de los Buques” (“O Senhor dos Navios”). Ele é apontado como operador de um esquema de contrabando de combustível por meio de embarcações e teria ligação direta com o cartel.
O Los Zetas, antigo grupo paramilitar ligado ao narcotráfico, deu origem ao atual Cartel do Nordeste, considerado uma das organizações criminosas mais violentas do México. Em 2025, o governo do então presidente Donald Trump classificou o grupo como organização terrorista estrangeira.
Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, o cartel atua no tráfico de fentanil, cocaína, heroína e metanfetamina ao longo da fronteira, além de estar envolvido em sequestros, assassinatos, extorsão e tráfico de pessoas.





