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Decisões de Moraes podem afetar eleição de 2026, diz EUA

Alexandre de Moraes Foto: Antonio Augusto/STF
Alexandre de Moraes Foto: Antonio Augusto/STF

Relatório foi apresentado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos

Parlamentares republicanos que fazem parte do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos divulgaram um relatório nesta semana acusando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de promover ações que afetariam a liberdade de expressão e poderiam ter reflexos nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. O documento reúne decisões judiciais e anexos relacionados a ordens contra conteúdos em redes sociais.

De acordo com o comitê, decisões atribuídas ao ministro configurariam uma estratégia de censura e uso do sistema judicial para atingir adversários políticos. O texto afirma que essas medidas atingem o debate público e podem influenciar o processo eleitoral no Brasil.

– A campanha de censura e lawfare do ministro Moraes atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão nos Estados Unidos – diz parte do relatório.

O documento cita o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República. Segundo o documento, decisões judiciais contra integrantes da família Bolsonaro e apoiadores poderiam limitar manifestações políticas na internet.

– As ordens de censura e o lawfare conduzidos pelo ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar significativamente sua capacidade de se expressar online sobre temas de interesse público nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira – segue o documento.

O comitê informou que obteve cópias de decisões da Justiça brasileira por meio de intimações feitas a empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos. As ordens determinariam a remoção de publicações e a suspensão de perfis em plataformas digitais.

O relatório possui 85 anexos. A maior parte reúne decisões que determinam bloqueios de contas ou retirada de conteúdos. Entre os documentos citados estão ordens direcionadas à plataforma Spotify para retirar conteúdos publicados pelo youtuber Bruno Aiub.

Outro anexo traz decisões que solicitam dados e informações sobre Eduardo Bolsonaro e outras pessoas, em determinação datada de 23 de setembro de 2025.

O documento foi obtido antecipadamente pelo jornalista Paulo Figueiredo junto a fontes no Congresso americano. O portal Metrópoles informou que também teve acesso ao material e confirmou o conteúdo de forma independente.

Em outro trecho, o documento afirma que decisões do magistrado teriam alcance além do território brasileiro.

– Baseado em novos documentos obtidos pelo Comitê, este relatório fornece evidências adicionais de como o regime de censura do Brasil mina a liberdade de expressão nos Estados Unidos, por meio da edição de ordens de remoção de conteúdo com efeitos globais, parcerias com censores em outros países e pela remoção de proteções legais das plataformas de redes sociais.

E continua:

– Ordens judiciais brasileiras — notadamente do ministro Moraes — não apenas buscaram obrigar empresas de tecnologia a remover ou censurar contas no Brasil, mas também globalmente, o que infringe diretamente a liberdade de expressão online nos Estados Unidos. Com essas ordens, o ministro Moraes buscou explicitamente censurar em escala global aqueles que o criticam e ao Supremo Tribunal Federal.

O tema tem ampliado a tensão entre o ministro do STF e o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump. Autoridades americanas discutem a possibilidade de aplicar sanções com base na Lei Magnitsky.

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