
O Ministério da Fazenda desmentiu oficialmente reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo que alegava que o ministro Fernando Haddad teria exigido um aporte bilionário ao Banco de Brasília (BRB) sob ameaça de intervenção federal. A informação foi classificada como inverídica pela própria pasta.
Em nota oficial, o Ministério foi categórico ao afirmar que Haddad “não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do BRB sobre o caso”, desmontando por completo a narrativa apresentada pelo jornal.
Além disso, o ministro esclareceu que a Fazenda não regula o sistema financeiro, atribuição exclusiva do Banco Central. Ao declarar que “não pode responder pelo BC”, Haddad afastou qualquer possibilidade de pressão política, chantagem institucional ou “ultimato” por parte do governo federal, como sugerido na reportagem.
Narrativa desmontada
A fala do ministro expôs a fragilidade da tese levantada pelo Estadão, que tentou atribuir à Fazenda uma competência que ela não possui, além de insinuar interferência indevida em uma instituição financeira controlada pelo Distrito Federal.
Com o desmentido oficial, a reportagem perdeu sustentação factual, revelando um erro grave de apuração ou, no mínimo, precipitação editorial.
Oportunismo político e uso da desinformação
Após a repercussão da notícia falsa, o que se viu foi um movimento coordenado de oportunismo político, com figuras públicas tentando “surfar” na onda da desinformação para atacar a atual gestão do DF.
Entre eles, o ex-governador Rodrigo Rollemberg, que utilizou as redes sociais para validar e amplificar a narrativa desmentida, transformando um boato em instrumento de disputa política.
O episódio causa ainda mais estranheza quando se observa que políticos que, em suas trajetórias, permitiram que o BRB fosse parar nas páginas policiais, agora tentam posar de defensores do patrimônio público e da boa governança.
Responsabilidade e verdade
O caso reforça a importância do jornalismo responsável e da checagem rigorosa dos fatos, especialmente quando se trata de instituições financeiras e da estabilidade econômica. Também evidencia como fake news e narrativas distorcidas seguem sendo usadas como armas políticas, mesmo quando desmentidas por fontes oficiais.
Com o esclarecimento do Ministério da Fazenda, fica evidente que não houve ameaça, exigência ou interferência por parte do ministro Fernando Haddad — apenas mais um episódio em que a desinformação foi usada como combustível para disputas políticas.





