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Deu Ruim para o Arruda! Parecer da PGR reforça inelegibilidade de ex-governador do DF para 2026

Arruda. foto reprodução
Arruda. foto reprodução

Parecer da PGR reforça inelegibilidade de Arruda para 2026

Parecer aponta que alterações na lei não beneficiam políticos com múltiplas condenações

A possibilidade de José Roberto Arruda retornar ao cenário eleitoral em 2026 perdeu força após manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral Paulo Gonet concluiu que o ex-governador do Distrito Federal permanece inelegível, mesmo diante das alterações recentes na Lei da Ficha Limpa.

O posicionamento da PGR foi apresentado no julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que discute dispositivos da nova Lei das Inelegibilidades.

Embora o Ministério Público considere válidas as mudanças aprovadas pelo Congresso, o entendimento é de que elas não produzem efeitos automáticos sobre situações jurídicas consolidadas.

A legislação atualizada trouxe ajustes como a uniformização do prazo de inelegibilidade em oito anos e novas regras para a contagem desse período.

No entanto, segundo a PGR, essas alterações não autorizam a revisão de condenações transitadas em julgado nem a fusão de penalidades para reduzir o tempo de afastamento da vida eleitoral.

Arruda possui cinco condenações por improbidade administrativa, duas delas confirmadas definitivamente nos últimos anos, incluindo uma em 2024.

Para a Procuradoria, cada decisão judicial gera efeitos próprios, que não podem ser neutralizados por interpretações ampliativas da nova lei.

O parecer rejeita a tese de que a legislação poderia ser aplicada de forma a beneficiar candidatos com múltiplas condenações.

De acordo com a PGR, esse tipo de interpretação enfraqueceria a finalidade da Ficha Limpa, ao criar um tratamento mais brando justamente para casos de reincidência.

O Ministério Público sustenta que a lei busca preservar a moralidade e a confiança no processo eleitoral, e não funcionar como instrumento de reabilitação antecipada para políticos com histórico judicial desfavorável.

A ação está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia e ainda será analisada pelo plenário do Supremo.

Nos meios jurídicos, a manifestação da PGR é vista como um indicativo relevante de que a Corte pode optar por manter uma interpretação mais rígida da norma, evitando brechas que reduzam seu alcance.

Se esse entendimento prevalecer, o cenário eleitoral de 2026 seguirá sem Arruda, enquanto partidos e lideranças reorganizam estratégias diante da manutenção de sua inelegibilidade.

Com o parecer da Procuradoria-Geral da República, a expectativa de retorno político do ex-governador perde força.