Presidente americano deu declaração durante coletiva sobre ofensiva que capturou Nicolás Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação na Venezuela é também uma mensagem para Cuba. O republicano voltou a tecer críticas à gestão do presidente Miguel Díaz-Canel, que assumiu o governo em 2018, mas sem citá-lo nominalmente, durante coletiva de imprensa, em Mar-a-Lago, na Flórida.
– Cuba é um caso interessante, não está indo muito bem agora. Esse sistema não tem sido muito bom para Cuba. O povo lá tem sofrido por muitos, muitos anos. Cuba é uma nação falida, e queremos ajudar o povo – disse Trump, a jornalistas.
Sobre a operação da Venezuela deixar uma mensagem direta à Cuba, o republicano afirmou:
– É muito semelhante no sentido de que queremos ajudar o povo em Cuba, mas também queremos ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba e vivem neste país – declarou.
Ao lado de Trump, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que o recado de Trump à Cuba deve ser levado a sério.
– Cuba é um desastre. É administrada por homens incompetentes e senis, e em alguns casos, não senis, mas incompetentes. No entanto, não há economia. É um colapso total – afirmou.
Rubio também acusou Cuba de ajudar a proteger o sistema do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e tomar conta do país.
– Ajudaram a proteger Maduro, isso é bem conhecido, toda a agência de espionagem deles, tudo estava cheio de cubanos – disse, acrescentando que um dos maiores problemas que os venezuelanos têm é que declarar independência de Cuba.
O secretário americano afirmou ainda que Maduro recebeu várias “ofertas generosas” dos EUA para evitar o ataque realizado pelos americanos.
– Nicolás Maduro teve múltiplas oportunidades para evitar isso. Ele recebeu várias ofertas muito, muito, muito generosas e escolheu, em vez disso, agir como um homem selvagem. Escolheu, em vez disso, brincar, e o resultado é o que vimos esta noite – disse ele a jornalistas.
Rubio voltou a reforçar que as falas de Trump não são uma ameaça, mas que resultam em ações na prática.
– As pessoas precisam entender que este não é um presidente que apenas fala e faz cartas e conferências de imprensa. Se ele [Trump] diz que está falando sério sobre algo, ele fala sério, e isso [Venezuela] foi uma ameaça direta ao interesse nacional dos Estados Unidos, e o presidente abordou isso – disse.
O secretário ponderou, contudo, que Trump não sai “caçando brigas” e quer se “dar bem com todo mundo”.
– [Trump] conversará e se encontrará com qualquer um, mas não brinque. Não brinque com este presidente no cargo, porque não vai acabar bem. Essa lição foi aprendida na noite passada, e esperamos que seja instrutiva daqui para frente – concluiu.
*AE
Siga-nos nas nossas redes!






