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Zanin vota, e STF forma maioria para manter Bolsonaro preso

Cristiano Zanin Foto: Fellipe Sampaio /STF e Gustavo Moreno/STF
Cristiano Zanin Foto: Fellipe Sampaio /STF e Gustavo Moreno/STF

Três ministros da Primeira Turma votaram pela manutenção da prisão do ex-presidente

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes no último sábado (22). O julgamento ocorre no Plenário Virtual, que começou às 8h e vai até 20h desta segunda-feira (24).

A maioria foi formada com o voto do ministro Cristiano Zanin, que apenas acompanhou o relator, Alexandre de Moraes, sem apresentar voto escrito. Ainda falta se manifestar a ministra Cármen Lúcia. O ministro Flávio Dino também acompanhou o relator. O colegiado é composto por quatro ministros desde a migração de Luiz Fux para a Segunda Turma.

Em seu voto, Moraes afirmou que o próprio Bolsonaro confessou “que inutilizou a tornozeleira eletrônica, com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”. Também disse que o ex-presidente é “reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas”.

Antes do voto de Zanin, o ministro Flávio Dino também votou para manter a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Em seu voto, Dino destacou que a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão “presta-se inclusive a comprovar a periculosidade” do ex-presidente.

Dino ainda enfatizou que “o próprio condenado, de maneira reiterada e pública, manifestou que jamais se submeteria à prisão, o que revela postura de afronta deliberada à autoridade do Poder Judiciário”. Para ele, “a experiência recente demonstra que grupos mobilizados em torno do condenado, frequentemente atuando de forma descontrolada, podem repetir condutas similares às ocorridas em 8 de janeiro”.

Bolsonaro está preso desde sábado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF). A decisão de Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal, que considerou que havia risco de fuga de Bolsonaro após violação da sua tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado e a convocação de uma vigília de apoiadores.

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