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Mulheres acusam dentista de deformar rostos após harmonização facial

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A profissional aplicava preenchedor permanente mais barato e perigoso, que resultou em deformações na face de mais de 40 pacientes

Reprodução/TV Globo
Era pra ser um procedimento estético para melhorar a autoestima e corrigir pequenos defeitos que incomodavam as pacientes. No entanto, uma visita à dentista Giselle Gomes virou um pesadelo para pelo menos 40 mulheres que passaram pelo consultório da profissional, em Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro.

Uma série de vítimas que tiveram o rosto deformado pelas mãos da profissional compartilharam o relato em matéria do Fantástico, neste domingo (2/5). No Instagram, ela promete aos seus 31 milhões de seguidores um extenso cardápio de procedimentos estéticos — harmonização orofacial, botox, bichectomia, fios e até lipoaspiração.

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Para as pacientes, Giselle dizia usar o ácido hialurônico, substância produzida pelo próprio organismo e recomendada para o procedimento. Contudo, de acordo com a polícia, a dentista aplicava o polimetilmetacrilato – o PMMA. O material não é proibido, mas não é indicado para tratamentos estéticos.

Na extensa lista de riscos da substância estão reações inflamatórias crônicas, dor, infecções, formação de nódulos, enrijecimento da região, rejeição do organismo e até necrose do tecido.

“Eu não quis ver ninguém, por causa disso, com medo de me questionarem: ‘por que você fez isso, você é tão bonita?’, então preferi me isolar, e entrei em depressão”, contou Lana Velasco à reportagem.

Em entrevista ao Metrópoles, o cirurgião plástico Ricardo Frota Boggio, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), alerta sobre os riscos de fazer um procedimento com um profissional que não é certificado para realizá-lo.

“Pacientes que procuram outros profissionais que não são médicos têm um índice de complicação bem alto. É fundamental buscar profissionais habilitados não apenas para realizar o procedimento com excelência, mas também para resolver quaisquer complicações caso elas aconteçam”, aconselha.

Além disso, o médico alerta para o exercício ilegal da medicina. Há uma extensa lista de perfis que oferecem o serviço no Instagram. Porém, segundo ele, “a rede social é um cartão de apresentação, mas não um sinônimo de competência”.

Fonte: metrópoles

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