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No Paranoá em Planaltina: Invasores Presos e barracos no Chão! Grileiros vendiam lotes por até 7 R$ Mil

Polícia Civil faz megaoperação contra grilagem de terras no DF

Segundo a PCDF, mais de 100 barracos foram erguidos em uma invasão no Paranoá desde dezembro de 2018

PCDF/Divulgação

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Mirelle Pinheiro

A Polícia Civil do DF deflagrou uma megaoperação para combater a grilagem de terra no Paranoá e em Planaltina. Nove pessoas foram presas durante a ação que ocorreu nesta sexta-feira (25/1). A operação, batizada de Terra Limpa, contou com apoio da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Agência de Fiscalização do DF (Agefis).

DF: quadrilha de grileiros planejou resgate de líder presa em operação

Grupo criminoso foi desarticulado nesta sexta-feira (25/1) na ação Terra Limpa, deflagrada pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema)

PCDF

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Fernando CaixetaMirelle Pinheiro

A Operação Terra Limpa, deflagrada pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema) nesta sexta-feira (25/1), desarticulou uma quadrilha especializada em grilagem de terras no Distrito Federal. Com a promessa de regularização, o grupo revendia lotes ao custo de R$ 7 mil, em até 10 parcelas, para famílias carentes de Planaltina e Paranoá. Foram presos três líderes e outras 16 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema fraudulento.

A organização criminosa arquitetou um plano para tentar resgatar a líder comunitária Iara Fernandes de Oliveira (na foto em destaque) da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), onde estava presa. Apontada como uma das principais chefes da quadrilha, ela foi candidata, em 2018, ao cargo de deputada distrital pelo Partido Social Cristão (PSC), mas não se elegeu.

Os bandidos não obtiveram sucesso no resgate. “Nós ficamos sabendo com antecedência dessa ação e conseguimos impedir”, afirmou o diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Victor Dan. Segundo ele, as invasões vinham se multiplicando na última semana. “Eles aproveitavam as madrugadas para demarcar os lotes e erguer barracos de madeira e alvenaria”, explica.

Para impedir a ocupação de espaço sem o devido pagamento aos líderes da quadrilha, a segurança no local era feita por traficantes armados. “Quem adquirisse um lote e não pagasse, tinha os bens saqueados e o barraco demolido ou incendiado”, esclarece o diretor.

Os 19 suspeitos de integrarem a organização criminosa responderão pelos crimes de uso irregular de solo urbano, parcelamento irregular do solo, danos ambientais, associação criminosa armada e estelionato. A operação, batizada de Terra Limpa, contou com apoio da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Agência de Fiscalização do DF (Agefis).

Um dos alvos da operação foi uma região conhecida como Curral Comunitário, no Paranoá. Segundo os investigadores, as invasões começaram a crescer “exponencialmente” há uma semana, quando criminosos passaram a realizar obras em terras públicas durante a madrugada. Mais de 100 barracos foram erguidos desde dezembro de 2018.

A ação também alcançou o assentamento Nova Planaltina, onde foi identificado um grupo criminoso que grilava terras públicas, praticava danos ambientais e fazia ameaças. Uma líder comunitária é procurada pela polícia.

Prioridade
O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou que vai focar o combate às invasões ilegais. Depois de divulgar a criação de uma delegacia especializada para a área e mudar o nome da Agefis para DF Legal, o governador, Ibaneis Rocha (MDB), deu sinal verde para a realização de operações em oito pontos de sete regiões administrativas nos próximos dias. Além disso, ele pretende investir na política habitacional a fim de diminuir a demanda por moradias.

“Quem está gastando com invasão vai perder dinheiro. Vamos organizar os programas habitacionais do DF para atender a comunidade carente”, disse o governador.

Ainda estão na mira do GDF invasões nas seguintes regiões: Lago Norte (Capoeira do Bálsamo), Planaltina (Mestre D’Armas), São Sebastião (Vila do Boa), Samambaia (dois pontos abaixo das quadras 600), Riacho Fundo, Estrutural (Santa Luzia) e Taguatinga (26 de Setembro).

Segundo o presidente da Agefis, Georgeano Trigueiro, esses são os locais prioritários. “Há características que chamaram mais atenção de que está ocorrendo ocupação desordenada”, explicou.

Fonte: Metrópoles

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