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Articulações para presidência da CLDF

Distritais veteranos se adiantam na disputa pela presidência da CLDF

Com apenas oito reeleitos, deputados correm atrás de apoio dos colegas e buscam a indicação do governador eleito Ibaneis Rocha

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Suzano AlmeidaGabriella Furquim

Enquanto não chegam os novos distritais eleitos para a próxima legislatura (2019-2022), os veteranos definem as estratégias a serem adotadas para a eleição à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Entre os atuais 24 deputados, apenas oito se reelegeram. Eles tentam o apoio dos colegas e a bênção do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB).

Apesar do discurso de independência entre os poderes, os membros do Legislativo local costumam eleger no primeiro biênio o candidato apontado pelo chefe do Executivo. Apesar disso, Ibaneis tem dito que não interferirá na disputa. Por isso, o xadrez da Casa ainda está longe de um xeque-mate.

Apenas Reginaldo Veras (PDT) se colocou oficialmente como candidato, até o momento, e usará como estratégia a indefinição do cenário. “Estou fazendo um trabalho alternativo. Acho que sou um bom nome para presidir a Câmara Legislativa e tenho o apoio, inclusive, dos servidores e de alguns dos novatos”, disse, sem revelar os nomes dos apoiadores.

Segundo Veras, ele só abandonará a disputa se o correligionário Cláudio Abrantes tiver o nome indicado pelo governo. “Não vou começar uma briga partidária, ainda mais ele tendo mais mandatos do que eu. Se ele não tiver o apoio, o PDT terá candidato e deve ser eu. Não tenho nada a perder.” O pedetista acredita ter sete votos.

Favoritos
Apesar de Veras ter saído na frente, outros dois nomes despontam como favoritos. Indicação natural para a disputa, por ser do mesmo partido do governador eleito, Rafael Prudente (MDB) tem tudo para receber o apoio de Ibaneis. Porém, ele não é o único, Abrantes esteve do lado do emedebista desde o primeiro momento da campanha ao GDF e é um forte candidato ao cargo.

“A discussão passa pela estratégia adotada pelo novo governador. Se o desejo do Ibaneis é ter controle partidário da Casa ele deve ‘apontar’ para o Rafael”, afirmou um articulador político da Casa, que não quis se identificar. “Agora, se for por fidelidade na campanha e pelas boas relações que conseguiu construir, o Cláudio merece”, completou.

Abrantes admite querer entrar na briga, mas não coloca a cadeira como prioridade. “Não é um desejo absoluto, mas ser presidente da Câmara Legislativa coloca o seu nome na história. A escolha pelo Rafael é natural, mas nós do PDT teremos um representante da disputa, seja eu ou o Reginaldo. Próximo à eleição, vamos conversar e ver quem está em melhor situação”, disse.

Pessoas próximas a Rafael Prudente afirmam que a chance de o processo da Operação Caixa de Pandora, envolvendo o pai, o ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente, vir a julgamento nos próximos meses, pode retirar o distrital da disputa. O ex-deputado ocupava a presidência quando foi flagrado em uma filmagem colocando suposto dinheiro de corrupção nas meias e pode arranhar a imagem do filho.

Segundo a assessoria de Rafael Prudente, o parlamentar se reuniu durante toda a manhã da última terça-feira (30/10) com o governador eleito, mas o assunto ainda não foi tratado entre os dois. O parlamentar está de licença da Casa e deve voltar na semana que vem.

Apoios
Entre aqueles que trabalham pelo comando da Casa, está o deputado Rodrigo Delmasso (PRB). Em seu segundo mandato, ele atua nos bastidores para conquistar apoios. O que pode inviabilizar sua candidatura é a queda no número dos membros da bancada evangélica de nove para cinco distritais. Com pouco mais de um mês e meio para o fim da atual legislatura, o distrital diz ter o aval do partido e que conversa com os outros deputados para verificar a viabilidade da sua candidatura.

Postulante a presidente derrotado no segundo biênio da atual legislatura, Agaciel Maia (PR) ainda nutre o desejo de estar à frente da Câmara Legislativa. Ele tenta se aproximar de Ibaneis Rocha para conseguir a indicação do novo governador.

Apesar de ser reconhecidamente um bom articulador, acredita-se que desta vez ele não terá o apoio. A reportagem tentou contato com o distrital, mas não conseguiu falar com ele até o fechamento desta matéria.

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