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Governo de Brasília terá novo Vice até o final de abril.

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GDF terá cara nova e um vice novo até o final de abril

POLÍTICA & PODER  ADMINISTRADOR JBR 

Foto: Manoel Lira

Integrantes da administração que pretendem ser candidatos já se preparam para deixar cargos e Rollemberg redefine sua chapa

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

O projeto de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) depende da escolha de um novo vice-governador. Afinal de contas, o PSD do atual vice, Renato Santana, não faz mas parte da base. Neste sentido, pelo menos duas soluções caseiras, nomes da própria gestão, orbitam nos bastidores. O primeiro é o da secretária de Projetos Estratégicos do GDF, Maria de Lourdes Abadia (PSDB). O segundo é do secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Valdir de Oliveira, atualmente sem partido.

Rollemberg precisa construir uma cara nova. Abadia chega com os votos de direita e tempo de televisão. Já Valdir apresenta o perfil empreendedor e a aprovação do empresariado. Pela legislação eleitoral, pré-candidatos no governo terão até abril para se descompatibilizar dos cargos.

Abaixo das chapas majoritárias, outros nomes da gestão Rollemberg poderão deixar o GDF para buscar as urnas proporcionais. A lista inclui: o secretário de Cidades, Marcos Dantas, o secretário de Meio Ambiente, Igor Tokarski, o secretário de Turismo, Jaime Recena, o secretário de adjunto de Ciência e Tecnologia, Thiago Jarjour, secretario de políticas para juventude Rodrigo Dias, o administrador do Jardim Botânico, Alessandro Paiva, e o administrador da Candangolândia, Park Way e e Bandeirante, Roosevelt Vilela.

No caso de Abadia, o casamento depende das bênçãos do presidente nacional do PSDB, governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Se o tucano paulista decidir alçar voo em busca da Presidência da Republica, apontando o vice Márcio França (PSB) para substituí-lo à frente do Palácio dos Bandeirantes, a composição será pavimentada. Contudo, Alckmin ainda não decolou nas pesquisas nacionais, ficando abaixo de 10% das intenções de voto.

Além disso, o tucanato paulistano começou a ponderar sobre a possibilidade de apoiar um filiado para a sucessão de Alckmin. “Não tenho nada em vista. Tanto minha vinda para o GDF, quanto meu futuro são consequências do grande compromisso que tenho com Alckmin. Ele tem grande interesse na aliança com o PSB. Por isso, estou aguardando uma conversa com ele”, comenta Abadia.

Apesar da incerteza, Abadia avalia positivamente a gestão Rollemberg, classificando-o como um nome competitivo para as eleições de outubro. Enquanto a secretaria é vista como uma carta amigável no baralho de Rollemberg, Valdir de Oliveira é um curinga, com potencial tanto para agregar, quanto para virar um rival do governador nas urnas.

Nos bastidores, a ascensão de Valdir como potencial vice parte dos bons resultados colhidos em poucos meses de gestão. Contudo, grupos políticos fora do GDF também projetam o nome de Oliveira para disputar o Buriti em uma candidatura própria.

Hora de acelerar projetos

Acelerar a entrega de projetos antes de deixar o governo. Segundo o secretário de Cidades, Marcos Dantas, esta é a palavra de ordem para todos os nomes do Executivo com a pretensão ou missão de disputar as urnas nas chapas proporcionais. Derrapando nas pesquisas de intenção de voto, o governo não pode se dar ao luxo de perder qualquer segundo até as eleições de outubro.

“Todos estão orientados a deixar as equipes prontas para dar continuidade ao trabalho. A gente não pode esquecer que todos fazem parte de um projeto pré-definido, com começo, meio e fim”, comenta Dantas.

A estratégia de recuperação de Rollemberg também dependerá da atuação dos pré-candidatos. Livres das amarras legais, poderão apresentar os resultados do governo no corpo-a-corpo com eleitores e grupos políticos. Entre governistas, a responsabilidade fiscal e o pagamento de salário em dia para os servidores são ativos políticos ainda não explorados.

informações do jornal de Brasília