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No Paranoá, Árvore de 15 metros ameaça cair sobre casas

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CIDADES  ADMINISTRADOR JBR 

Foto: Breno Esaki/Jornal de Brasília

Matheus Venzi
matheus.venzi@grupojbr.com

Um abacateiro de aproximadamente 15 metros ameaçou cair em cima de duas casas da quadra 30, conjunto G do Paranoá. Na quarta-feira (27), o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 20h30 para fazer o corte emergencial da árvore. Na manhã de hoje (28), eles voltaram ao local para a retirada completa do abacateiro.

A árvore se desprendeu do chão e tombou na noite de ontem, e só não caiu sobre as casas porque foi aparada por uma mangueira. A Defesa Civil retirou os moradores de suas respectivas residências e montou barracos para abrigá-los durante a noite. Eles só poderão retornar às suas casas após a retirada completa do abacateiro e com a autorização do órgão. Uma vistoria será realizada para confirmar o estado da casa, mas, tudo indica que não houve danos maiores, apenas algumas telhas quebradas.

O lote da árvore está vazio. Ele é da mãe de Dalcimar da Silva, 47 anos, que foi ao local abrir o terreno para a entrada dos bombeiros. A proprietária, de 84 anos, não mora no DF e deixou o lote aos cuidados do filho, que mora no Itapoã.

O motorista relata que não podou o abacateiro por falta de autorização. “Eu ja tinha problemas com essa árvore. Liguei para a CEB e eles me falaram que eu precisava de uma autorização para poder retirá-la”, diz. De acordo com os bombeiros, para podar ou retirar uma árvore deste porte, é necessário solicitar uma autorização, na Novacap ou na Administração Regional.

Um dos moradores da casa vizinha, o pedreiro Valdecir Roque da Cunha, 53, presenciou o momento em que a árvore caiu. “Estava eu, mais dois adultos e três crianças na casa quando ouvimos um barulho estranho. Não estava chovendo nem ventando. O abacateiro foi caindo aos poucos até ser contido pela mangueira”, comenta. Ele e os demais moradores ficarão nos barracos até a retirada completa dos troncos, já que não quiseram sair de perto da residência com medo de serem roubados.

Agora, Valdecir quer saber quem vai pagar pelas telhas quebradas em sua casa. Mesmo assim, ele diz que o prejuízo foi pouco em comparação com o susto. “Eu fiquei bastante tenso na hora, assustado. Tinham crianças comigo. Ainda bem que nada de mais aconteceu”, expõe.

Durante a ação, foram mobilizados: oito viaturas do CBMDF, com 26 militares; uma viatura Defesa Civil com dois agentes; dois caminhões da Novacap com dez funcionários; e uma viatura da CEB, com dois funcionários.