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Alberto Fraga. Acusações contra o Judiciário

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Por Ana Maria Campos-Eixo capital/Correio Braziliense/Ed Alves/CB/D.A Press – 29/11/2017 – 08:41:59

O deputado federal Alberto Fraga (DEM/DF) usou ontem a tribuna da Câmara para reclamar de recentes decisões do TRE que retiraram do ar inserções partidárias de várias siglas, como o DEM, o PT e o PSDB. A Corte entendeu que todas elas tinham críticas exacerbadas ao governador Rodrigo Rollemberg e que extrapolaram as previsões legais. Fraga classificou as decisões como “absurdas” e disse que o posicionamento poderia ser explicado “por relações pessoais do marido de uma desembargadora”. Ele não citou nomes, mas as decisões recentes foram das desembargadoras Carmelita Brasil e Sandra de Santis, que é casada com o ministro Marco Aurelio Mello, do STF.

 

 

“Boa amizade”

No discurso, Fraga disse: “Eu não sei por que cargas d’águas, mas o governador do Distrito Federal tem conseguido na Justiça suspender os programas de televisão dos partidos políticos”. E jogou a bomba: “Todos os partidos que são contrários ao governo, ele conseguiu, através de uma boa amizade, do marido de uma desembargadora — e não me forcem a dizer as coisas aqui; não me force a dizer as coisas. Desembargadora; a gente sabe o que está por trás de tudo isso, dessas decisões absurdas — de suspender um programa político de um partido porque está fazendo crítica ao governador”.

 

Cenário aberto para Rollemberg

Existem alguns sinais positivos para a reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB). Apesar do conflito com servidores públicos e uma rejeição alta registrada em pesquisa, o cenário adversário é muito confuso e ninguém se consolidou como candidato. Jofran Frejat (PR) tem potencial, mas precisa unir os partidos. Esse também é o desafio de Ibaneis Rocha (PMDB). Novidades nas próximas eleições, como o herdeiro do grupo Giraffas, Alexandre Guerra, do Partido Novo, ainda precisa comer muito arroz com feijão em articulações políticas para ser respeitado como candidato. Há ainda um grupo no centro, que inclui o senador Cristovam Buarque (PPS/DF), o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), e o deputado Rogério Rosso (PSD). Mas estes precisam encontrar um candidato a governador. Enquanto isso, Rollemberg governa e faz discursos para atrair o eleitor.

 

Defesa de uma imagem

A imagem de honestidade é a maior arma do governador Rodrigo Rollemberg para 2018. Tanto é que os estrategistas de campanha têm explorado essa qualidade, e os adversários buscam uma forma de bombardeá-la. Mas um tiro certeiro pode destruir esse trunfo. Se surgir um grande escândalo no governo, Rollemberg perderá esse escudo.

 

Na guerra

A deputada Celina Leão (PPS) trabalha com a estratégia de atacar Rollemberg. Foi assim com denúncias na área de saúde e agora com o lixo. Ela tem apontado suspeitas nos contratos milionários de limpeza pública. Mas ainda não conseguiu provar nada. O jogo é também o de se consolidar como oposição e surfar entre os eleitores que rejeitam o governo.

 

Dentro?

Comentário de um experiente político do DF: engana-se quem pensa que Paulo Octávio está fora da sucessão de Rodrigo Rollemberg. O empresário não topa falar sobre o assunto agora. “Muito cedo”, diz.

 

Na moita

O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), participa de todo o bastidor para a formação de uma chapa de centro-esquerda contra Rollemberg. Mas não quer se apresentar, pelo menos não agora, como o cabeça. Ele não quer atrair adversários contra a sua atuação no comando do Legislativo.

 

Aliado

Com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na presidência do PSDB, Rodrigo Rollemberg ganha um potencial aliado na formação de uma aliança com os tucanos no DF.

 

Campanha contra

Enquanto o governador Rodrigo Rollemberg faz um discurso de homenagens a Joaquim Roriz, Dedé Roriz, sobrinho do ex-governador, por onde passa, faz campanha contrária.

 

Tentativa

Rodrigo Rollemberg já começou a fazer gestos para tentar conquistar José Antônio Reguffe (Sem partido/DF) como aliado. Ele sabe que o senador campeão de votos será um cabo eleitoral e tanto se resolver entrar em alguma campanha.