InícioBrasilMáfia dos Concursos faz convocação de aprovados na Terracap ser adiada

Máfia dos Concursos faz convocação de aprovados na Terracap ser adiada

 

Agência vai esperar os desdobramentos da Operação Panoptes. Previsão era iniciar a nomeação de aprovados no concurso em dezembro deste ano
Por Ian Ferraz/Daniel Ferreira/Metrópoles – 26/08/2017 – 09:33:27

Os 33 aprovados na última seleção pública da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) vão ter que esperar um pouco mais para assumirem os postos. O início das nomeações estava previsto para dezembro deste ano, mas o órgão vai adiar as convocações devido ao escândalo da Máfia dos Concursos, revelado pela Operação Panoptes da Polícia Civil, na segunda-feira (21/8).

 

O Metrópoles apurou que pelo menos quatro candidatos teriam conseguido a aprovação de forma fraudulenta. Os concurseiros que compraram vagas serão o alvo da próxima fase da Panoptes.

 

Por prudência, vamos aguardar o desenrolar das investigações. Nenhum aprovado será chamado até que não reste suspeita sobre a lisura do concurso. [As apurações] alteraram o nosso cronograma”

Júlio César de Azevedo Reis, presidente da Terracap

Das 33 vagas oferecidas pela Terracap, 25 foram de nível superior e oito de nível médio. O cadastro reserva, anteriormente previsto para ser ocupado por 390 nomes, foi reduzido para 65. Os salários variam de R$ 7.951,13, para as funções de nível médio/técnico; a R$ 11.717,56 para graduados. As provas foram realizadas em março.

 

O chefe da quadrilha

A Operação Panoptes foi deflagrada na segunda-feira (21) após quatro meses de investigação. A Polícia Civil encontrou indícios de fraude em vários certames realizados no Distrito Federal. A quadrilha, comandada pelo ex-servidor do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) Hélio Ortiz, era especializada em vender vagas.

 

O grupo, segundo a PCDF, agia de quatro formas: repassando informações por meio de ponto eletrônico, com celular escondido no local de prova, uso de documentos falsos por parte dos candidatos e envolvimento de pessoas que trabalham nas bancas organizadoras. Professores de cursinho e servidores também são investigados por prestar serviços aos criminosos.

Além do último concurso da Terracap, estão sob suspeita as seleções para o Corpo de Bombeiros, as secretarias de Saúde e Educação, além dos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os investigadores desconfiam que a quadrilha também tenha fraudado concursos nacionais.

 

Na ação, foram presos, além de Hélio, o filho dele Bruno de Castro Garcia Ortiz, Johann Gutemberg dos Santos e Rafael Rodrigues da Silva Matias.

 

De acordo com a polícia, os suspeitos atuavam nas portas de faculdades e cursinhos preparatórios angariando possíveis interessados em comprar uma vaga. Candidatos chegavam a pagar até R$ 200 mil pela aprovação. A suspeita é que pelo menos 100 pessoas tenham sido beneficiadas com o esquema.

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