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João sem braço: DFTrans não repassou denúncia sobre fraude em bilhetagens, diz Controladoria

DFTrans não repassou denúncia sobre fraude em bilhetagens, diz Controladoria
Órgão diz que só ficou sabendo do caso após denúncia anônima; DFTrans diz ter comunicado ao governo. Processo exclusivo obtido pelo G1 mostra possível dano a até 1 milhão de cadastro.

Por G1 DF – 14/02/2017 – 00:17:27

A Controladoria-Geral do Distrito Federal informou nesta segunda-feira (13) ao G1 que não recebeu nenhum comunicado do DFTrans – responsável pela gestão do transporte público – sobre uma possível fraude no sistema de bilhetagem. No sábado (11), o DFTrans disse ao G1 que “o caso havia sido repassado”, tanto à Controladoria-Geral, quanto à Polícia Civil.

As fraudes podem ter adulterado mais de 1 milhão de cadastros do sistema de bilhetagem, incluindo usuários do Passe Livre Estudantil, do vale-transporte e dos cartões magnéticos do Metrô. O caso é apurado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap), da Polícia Civil, pela Controladoria e pelo próprio DFTrans.

A denúncia foi mostrada com exclusividade pelo G1, e aponta que invasores “burlaram” o sistema para falsificar dados e mascarar desvios na compra e venda de passagens. A falha no sistema pode causar um prejuízo milionário ao GDF.

Toda a movimentação financeira do DFTrans passa pelo sistema de bilhetagem, desde a concessão de passes livre até a compra e venda de tíquetes. De acordo com a investigação, servidores fantasmas se aproveitaram da brecha no sistema para conseguir benefícios irregulares.

Questionada pela reportagem, a Controladoria-Geral informou que soube da possível fraude por meio de denúncia anônima. A Decap afirmou que a investigação corre em sigilo, mas não disse se o DFTrans chegou a fazer a comunicação oficial à delegacia.

Perguntado desde a última semana, o DFTrans não informou detalhes sobre o tamanho das fraudes e dos possíveis danos. Em nota, o órgão limitou-se a dizer que “houve uma não conformidade” no cadastro de uma escola, que teria apresentado declarações falsas.

No processo interno ao qual o G1 teve acesso, o servidor responsável pela investigação adverte que “dados da aplicação tem sido alterados para mascarar irregularidades e imputar responsabilidade a quem não cometeu ato irregular”.

Ainda de acordo com a sindicância, o sistema de bilhetagem estaria tão “corrompido”, que o cadastro de uma empresa foi feito em um intervalo de tempo impraticável, de apenas 120 milésimos de segundos.

De acordo com a denúncia, a fraude fica evidente nas tabelas de registro, que mostram operações feitas por servidores que, à época, sequer tinham sido nomeados no órgão. Em um dos casos, as planilhas apontam que um funcionário nomeado em abril de 2011 começou a cadastrar passageiros quatro anos antes, em fevereiro de 2007. De acordo com e-mails anexos ao processo, o próprio servidor responsável pela sindicância teve o cadastro alterado irregularmente.

Duas fraudes foram detalhadas durante a investigação. A primeira se refere a inclusão de uma escola, em 2007, para receber benefícios de passe livre do governo. Apesar de ter o cadastro número 929, ela foi incluída no sistema do DFTrans, por um servidor com o número 981.109 – os cadastros são adicionados em ordem crescente. Na teoria, apenas usuários com dados cadastrais inferiores ao número 929 poderiam ter incluído a escola na base de dados do DFTrans.

Outra fraude se refere ao repasse irregular de R$ 50 mil em créditos de passagens no Distrito Federal. Ao investigar a quem teria sido entregue o montante, um técnico do DFTrans encontrou um “servidor fantasma” com o nome inusitado de “Login Pós Balcão”. O servidor fantasma repassava, de acordo com a sindicância, ilegalmente o valor para empresas que também haviam sido cadastradas irregularmente.

Questionado pelo G1, o DFTrans recusou-se a responder se algum servidor foi afastado, como o sistema foi invadido e qual o número de cadastros que podem ter sido adulterados.

“O Transporte Urbano do Distrito Federal-DFTrans esclarece que, em 2011, foi constatada uma não-conformidade no cadastro de uma escola. As informações da instituição apresentavam indícios de fornecimento de declarações escolares falsas. A partir daí, foi aberto um processo administrativo. A situação foi informada à Controladoria-Geral do Distrito Federal e à Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap), para que fosse aberta uma investigação criminal e apuradas as responsabilidades sobre o caso.

O DFTrans informa que trata-se de situações distintas. Em relação à venda irregular de créditos de um cartão no valor de R$ 50 mil, o órgão esclarece que houve um furto de um cartão M2, que é utilizado para efetuar a venda de créditos. E que os créditos repassados por este cartão a outros cartões foram cancelados. O caso está sendo investigado pela policia.” Fonte: G1-DF.

Dar uma de joão sem braço:

Refere a uma pessoa que finge não entender o que esta acontecendo para tirar vantagem da situação ou para o próprio bem, como fugir de uma confusão ou não fazer algo que lhe foi imposto, ou que deveria fazer. Vai Vendo…

Informa Tudo DF

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