Deputado distrital emplaca cinco parentes em cargos comissionados do GDF

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    Washington Mesquita consegue emprego para cinco familiares no GDF, no Tribunal de Contas do Distrito Federal e no Senado. Contratações mostram a prática de indicar apadrinhados ao Executivo em troca de apoio na Câmara         
       

    Washington Mesquita: 'Todas elas foram nomeadas legalmente' (Carlos Moura/CB/D.A Press)

    Washington Mesquita: “Todas elas foram nomeadas legalmente”

    Sem cair nas regras do nepotismo na administração pública, o deputado distrital Washington Mesquita (PTB) emplacou ao menos cinco parentes em cargos comissionados na estrutura do Governo do Distrito Federal (GDF), do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e do Senado Federal. As indicações e as nomeações de familiares do parlamentar não ferem a legislação, mas evidenciam a prática de alocar apadrinhados em cargos públicos do Executivo em troca de apoio político.

    No Distrito Federal, não é novidade que cada deputado distrital da base aliada do governo tem a prerrogativa de indicar nomes para o preenchimento de vagas de emprego na administração pública. O fato ocorre, especialmente, nas administrações regionais, onde o governo cede espaço para parlamentares exercerem suas influências em troca de apoio político. Washington Mesquita, por exemplo, emplacou a cunhada, o filho, o irmão, a esposa e a nora em cargos comissionados. Ao Correio, o parlamentar confirmou as nomeações e disse estar seguro de que está dentro da lei.

    “São pessoas que trabalham e cumprem com as obrigações, todas elas nomeadas legalmente. Não fossem legais, todas as indicações seriam rejeitadas, e eventuais nomeações, revogadas pelo governo”, aponta. De acordo com o Portal da Transparência do GDF, a cunhada do parlamentar Adriane da Mota Nogueira da Silva ocupa cargo de assessora na Administração de Taguatinga, com vencimentos de R$ 1,9 mil. Segundo Mesquita, ela atua no Polo de Serviços da administração. Já o irmão do distrital, Aroldo Gil Mesquita, é assessor da Administração de Santa Maria, com R$ 1,9 mil mensais.

    fonte: correio