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Polícia acha arma dentro de carro em que jovem morreu afogado no DF

O delegado Mauro Leite Pereira, da 15ª DP de Ceilândia, no Distrito Federal, disse nesta quarta-feira (22) que os três ocupantes do carro em que o jovem Manoel Silva Júnior morreu afogado na noite desta terça (21)  portavam ilegalmente uma arma de fogo e tinham passagem na polícia por roubo, furto e uso de entorpecentes.
Júnior, de 20 anos, estava no banco de carona quando o veículo foi tomado pela água da chuva sob um viaduto na QNN 5/7. O corpo do jovem ficou submerso. Ele foi retirado da água por policiais militares, que tentaram por quase 18 minutos fazer com que ele voltasse a respirar.

Segundo Pereira, o condutor do veículo será indiciado por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). “Vamos indiciar o condutor Anderson (…) porque ele foi imprudente ao tentar transpor a situação de alagamento e colocou em risco o passageiro que ele conduzia, que veio a falecer”, disse.
O delegado disse que ouviu os dois jovens, ambos de 19 anos, durante a noite, em depoiimento informal. De acordo com Pereira, os dois sobreviventes disseram que a arma de fogo encontrada no carro pertencia ao jovem morto.
“Eles serão indiciados por participação de porte ilegal de arma de fogo, visto que tinham conhecimento que a vítima fatal estava armada, segundo versão apresentada por eles”, disse. “A arma encontrada no carro apresentava dois cartuchos percurtidos [disparados], ou seja, uma situação que a gente tem que investigar mais a fundo, não é o comum.”

Foto mostra o carro onde estava o jovem de 20 anos que morreu afogado em Ceilândia (Foto: Vinícius Leal / TV Globo)Foto mostra o carro onde estava o jovem de 20 anos
que morreu afogado em Ceilândia
(Foto: Vinícius Leal / TV Globo)

Segundo o delegado, Júnior teve dificuldade de sair do carro porque ficou preso ao cinto de segurança.
“Eles esclareceram que estavam passando pelo local, o Anderson estava conduzindo o veículo. Ele percebeu o alagamento e tentou transpor esse alagamento. O carro enguiçou e começou a entrar água. Eles começaram a tentar deixar o veículo e o Manoel, o carona que estava ao lado, estava com cinto de segurança atado e teve dificuldade de sair”, disse o delegado.
“O condutor alegou que tentou ajudá-lo e que conseguiu soltá-lo do cinto, mas que ele já havia bebido alguma água. Ele tentou segurar ele, mas se desvencilhou e saiu. Ele conseguiu se salvar. [O outro] permaneceu lá dentro do veículo, que ficou submerso.”
Ainda não há informações sobre o proprietário do carro usado pelos jovens, que está registrado no nome de uma mulher. A polícia não descarta a hipótese de que ele tenha sido roubado.

Acesso sob viaduto em Ceilândia, onde alagamentos mataram duas pessoas em três meses  (Foto: Lucas Salomão/G1)Acesso sob viaduto em Ceilândia, onde alagamentos mataram duas pessoas em três meses (Foto: Lucas Salomão/G1)

Viaduto interditado
Nesta quarta, o governador Agnelo Queiroz anunciou a interdição do acesso sob o viaduto da QNN 5/7 , local onde duas pessoas morreram afogadas em um prazo de três meses, após alagamentos provocados pela chuva. O bloqueio vai ocorrer até a conclusão da obra de alargamento da rede de águas pluviais, prevista para 60 dias.
O serviço prevê a troca de tubulação de 1.200 milímetros por uma de 1.500 milímetros, com extensão de 1 quilômetro, para permitir maior vazão da água das chuvas.
No último dia 8 de outubro, a estudante Geovana Moraes Oliveira morreu  depois que o ônibus escolar onde ela estava ficou preso em meio à água. Outras três crianças ficaram feridas. O veículo transportava de 20 a 25 crianças e apresentou um defeito mecânico.

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