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MPDFT de olho na bilhetagem do DFTrans

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Projeto que facilita fraudes na bilhetagem do DFTrans está na mira do MPDFT

Coluna Brasília-DF
Coluna Brasília-DF / Por Ana Maria Campos

Desde a Operação Trickster, realizada em março do ano passado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do DF (leia mais aqui), o rombo provocado pelas fraudes no sistema de bilhetagem automática do DFTrans foi reduzido em R$ 27,1 milhões. Segundo levantamento da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodep), a diferença entre o que havia em caixa antes da deflagração da operação e o registro dos créditos de passageiros para utilizar o sistema de transporte público era de R$ 58,9 milhões. Hoje esse descompasso está em R$ 31,8 milhões. Foi sem dúvida um progresso na redução do prejuízo causado pela corrupção.

No entendimento dos promotores de Justiça, uma das medidas fundamentais para evitar as fraudes é impedir que os créditos dos passageiros sejam mantidos sem prazo de validade. São esses valores comprados pelos empregadores para seus funcionários ou pelos próprios passageiros, e nunca utilizados, a fonte para os desvios nas fraudes da bilhetagem. Com essa conclusão, o MPDFT pediu, no ano passado, que o então governador Rodrigo Rollemberg vetasse um projeto aprovado pela Câmara Legislativa, de autoria da deputada Celina Leão (PP), que mantinha a validade dos créditos sem limite para data de vencimento. O argumento dos distritais era de que o projeto seria um benefício para os passageiros que usariam seus créditos a qualquer tempo.

Rollemberg vetou, mas, nos últimos dias de dezembro, os distritais aprovaram novo projeto, de autoria de Wellington Luiz (MDB), com o mesmo teor. Agora, os promotores da Prodep querem que o governador Ibaneis Rocha (MDB) também vete esse projeto. O pedido foi encaminhado ao Palácio do Buriti.

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