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Preço da gasolina cai ao menor nível desde outubro de 2017

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Preço da gasolina na refinaria da Petrobras cai ao menor nível desde outubro de 2017

SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras anunciou nesta quinta-feira redução de 0,94 por cento no preço médio da gasolina comercializada em suas refinarias a partir de sexta-feira, para 1,4537 real por litro, o menor patamar desde outubro de 2017.

Nesta quinta-feira, a gasolina da estatal foi vendida a 1,4675 real por litro.

O valor apontado para sexta-feira é o menor desde a cotação de 1,4501 real por litro vista em 25 de outubro de 2017.

O corte no preço anunciado pela companhia ocorre após nova queda do dólar ante o real, um dos parâmetros utilizados pelaempresa em sua sistemática de reajustes.

O dólar recuou 1,46 por cento nesta quinta-feira, a 3,7539 reais na venda, menor valor desde os 3,7399 reais de 16 de novembro.

O preço futuro da gasolina nos EUA, outro fator considerado pela Petrobras em sua política, está sendo negociado no menor nível desde novembro de 2016.

Em relação ao diesel, o preço médio nas refinarias daPetrobras foi mantido para sexta-feira a 1,8545 real porlitro.

Na semana passada, a estatal anunciou um mecanismofinanceiro de proteção complementar à política de preços dodiesel, semelhante ao utilizado na gasolina, que permite àcompanhia manter a cotação do produto estável nas refinarias porum período em momentos de elevada volatilidade.

Castello Branco assume Petrobras com críticas a monopólio (Ag. Brasil)
O aumento da competição no setor de petróleo no país vai beneficiar os consumidores brasileiros. A avaliação é do novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que tomou posse nesta quinta-feira (3), na sede da companhia, no Rio de Janeiro. ?Abrindo a economia, tendo mais competidores. Quanto maior a competição, o benefício se dá em favor do consumidor. Se nós tivermos um único produtor, não será bom para o consumidor?, disse Castelo Branco.

Ele explicou o que define como preço justo do produto, conceito igualmente defendido pelo diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), Décio Odone, e pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, presentes à solenidade e que discursaram antes dele.

?A Petrobras seguirá o preço de paridade internacional, sem subsídios e sem exploração de poder de monopólio. Nós somos amantes da competição e detestamos a solidão nos mercados. Queremos companhias, queremos competir?, disse Castelo Branco.

Segundo ele, a prioridade é fazer crescer a produção de petróleo no país: ?O Brasil é muito rico em recursos naturais e tem um potencial imenso para explorar, especialmente na mineração e no petróleo.”

O presidente da estatal também lembrou que haverá muita dedicação da companhia na produção de gás natural, um importante recurso cada vez mais utilizado pelos países, como a China.

?Eu sou muito otimista em relação ao gás natural. Não só a produção de gás natural no Brasil tende a aumentar muito e ter novas aplicações para ele. Como por exemplo, a China já usa gás liquefeito de petróleo para abastecer sua frota de caminhões. Já existem mais de 200 mil caminhões abastecidos por gás natural. Isto é mais barato, uma energia mais limpa e, no caso do Brasil, atenderá o interesse dos caminhoneiros e da indústria do transporte de cargas?, disse Castelo Branco.

Não há intenção de influenciar preço dos combustíveis, diz ministro
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse hoje (3) que não há interesse do governo em interferir na política de preços dos combustíveis.

?Não há intenção nenhuma do governo em influenciar na política de preços. O que nós estamos trabalhando, neste sentido, junto com a ANP, com a Petrobras, é dar mais transparência a esta política. Para que a população, a sociedade, entenda aquilo que ela está pagando. Quando damos transparência a esse processo, podemos fazer algumas correções, eliminar subsídios e tornar mais claro aquilo que é justo que seja pago pelo combustível?, disse o ministro, após participar da cerimônia de posse do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

O ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite, durante posse do novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, no Rio de Janeiro.
O ministro de Minas e Energia participou da posse do novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, no Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil
Bento Albuquerque frisou que não haverá mais subsídio ao diesel, medida adotada pelo governo anterior para atender reivindicações dos caminhoneiros que entraram em greve. ?Isso [subsídio] acabou no dia 31 de dezembro. Não é uma questão de subsídio ao diesel, é uma questão de nós deixarmos o mercado estabelecer os preços. Isso não pode ser feito só com o combustível. Tem que levar em consideração o frete e outras condicionantes que levam ao estabelecimento dos preços?, disse o ministro.

Questionado pelos jornalistas sobre o preço da energia elétrica, o ministro disse que os subsídios no setor serão “reanalisados e a gente acha que a conta de luz, para o consumidor, vai diminuir?.

Segundo o ministro, para suprir a expansão da oferta, o setor de energia vai precisar, até 2027, de investimentos na ordem de R$ 1,8 trilhão, sendo R$ 1,4 trilhão no segmento de óleo e gás. Para garantir esses aportes, Bento Albuquerque disse que será preciso criar políticas públicas alinhadas com conceitos modernos de governança, oferecer previsibilidade, estabilidade regulatória e sólida regulamentação jurídica.

?O mercado apresenta boas projeções para o setor de petróleo e gás. Observamos uma intensa movimentação de investidores, ávidos por novas oportunidades, a partir de um novo ambiente de negócios. Os leilões de blocos exploratórios realizados recentemente já demonstraram essa confiança. A divulgação do calendário das próximas rodadas trouxe previsibilidade e esperança para toda indústria de petróleo e gás?, destacou, em seu discurso.

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