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Disputa acirrada: Até 13 nomes devem concorrer ao Senado pelo DF

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Cristovam Buarque

Por Ana Viriato

Maioria dos partidos aguarda decisão dos diretórios nacionais para definir os candidatos

As trocas partidárias e as desincompatibilizações de cargos avalizadas no último mês, além das costuras políticas traçadas no meio-tempo, garantiram novos nomes na disputa pelo Senado, tornando o pleito ainda mais acirrado. As novidades vão do surgimento de estreantes nas urnas ao retorno de antigos conhecidos do horário eleitoral. Pelo menos 22 pessoas estudam entrar na concorrência por uma cadeira que garante mandato de oito anos no Distrito Federal. Destas, sete consolidaram as pré-candidaturas em quatro chapas (veja No páreo). Com o afunilamento das negociações, entretanto, a tendência é de que o número de postulantes fique próximo a 13, como em 2010, última eleição em que houve duas vagas disponíveis para senadores da capital do país.

Aliado remanescente do grupo que elegeu o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o Solidariedade lançou o empresário Fernando Marques como pré-candidato ao Senado. Integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e dono da União Química, uma das principais indústrias farmacêuticas do país, ele chegou a ser cotado como suplente de senador de Rollemberg em 2010. “Tenho interesse em participar do meio político, ajudando a encontrar soluções para o país, principalmente com a bandeira de desenvolvimento econômico e industrial”, afirmou.

Outra possibilidade do chefe do Executivo local ao Senado é o pastor presidente da Assembleia de Deus de Taguatinga e deputado federal Ronaldo Fonseca (Podemos). Entre os motivos que o levaram a trocar o PROS pelo novo partido no início do mês esteve a busca por melhores estruturas (financeira e de tempo de tevê) para disputar um cargo majoritário.

Na oposição, a família Roriz deve voltar aos holofotes na chapa encabeçada pela ex-distrital Eliana Pedrosa, recém-filiada ao Pros. Nos moldes das articulações, a mulher do ex-governador Joaquim Roriz, Weslian (PMN), concorreria a uma vaga no Senado, e a caçula, a distrital Liliane (PROS), ocuparia a suplência, ou vice-versa. A configuração final depende da saúde do ex-chefe do Palácio do Buriti na época das eleições e dos desfechos judiciais por ora, a parlamentar tenta reverter a inelegibilidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ex-aliado de Rollemberg e pupilo de Joaquim Roriz, o deputado federal Rogério Rosso (PSD) decidiu, na última semana, concorrer ao Senado em uma chapa de centro-direita, que deve ser encabeçada por Izalci Lucas (PSDB), Alírio Neto (PTB) ou Wanderley Tavares (PRB). A sigla, que emplacou o vice-governador do DF, Renato Santana, deixou a base governista. O parlamentar, contudo, garante que a candidatura não é intransigente. “Estamos trabalhando a aliança em primeiro lugar e, para aumentar o conjunto de partidos, tenho me colocado como facilitador. O meu coração está aberto para a chegada de novos parceiros”, disse Rosso.

Decisão adiada

No time da indefinição, está o PT. Abalado pela condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o partido adiou as decisões eleitorais estaduais para realizar uma campanha em defesa do principal líder. Está marcado para 11 de maio o prazo para as inscrições dos pré-candidatos. Até então, cinco mostraram interesse pelo Senado. São eles: o professor de direito da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Neves; o distrital Wasny de Roure; o servidor da Câmara dos Deputados Márcio Costa; o conselheiro do Conselho Federal de Economia Júlio Miragaya; e o sindicalista Chico Machado.

O PDT também precisa definir os próximos passos. Lançado pré-candidato ao Buriti em março, o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, pretende abrir mão do projeto para disputar o Senado na chapa encabeçada por Jofran Frejat (PR). O aval à aliança dependerá da garantia de um palanque eleitoral para o presidenciável Ciro Gomes (PDT). O assunto será discutido entre o parlamentar e o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, na terça-feira. Mas, à frente, a depender das composições nacionais, Joe pode, até mesmo, integrar o grupo de Rollemberg.

A Rede reforçou a pré-candidatura do distrital Chico Leite ao Executivo local. Apesar da investida, o parlamentar tem preferência pelo Senado e garante que a postura nas eleições depende da movimentação do campo político progressista, integrado por PV, PDT, PPL e PCdoB. Essas siglas, porém, seguem caminhos alternativos. A primeira, presidida pelo pré-candidato a senador Eduardo Brandão, sinalizou o apoio a Rollemberg.

O governador conta, ainda, com outras duas possibilidades para o Senado. Encorajada pelo chefe do GDF, a ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão Leany Lemos (PSB) deixou o posto em 6 de abril, um dia antes do fim do prazo de desincompatibilização, para ficar apta a concorrer. Integrante do alto escalão desde os primeiros dias da gestão, domina temas relacionados à máquina pública e não foge do debate ao defender de forma recorrente as ações do governo. Ex-secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros (PSB) também é cotada, mas prefere entrar na disputa como deputada distrital ou federal.

No páreo

Quatro grupos fecharam as pré-candidaturas ao Senado.

Confira:

PR/MDB/DEM/PP/Avante

  • Alberto Fraga (DEM) — O coronel da reserva da Polícia Militar foi o deputado federal mais votado em 2014, quando obteve o apoio de mais de 155 mil eleitores, elegendo-se pela quarta vez
  • Paulo Octávio (PP) — Empresário, empolgou o setor produtivo ao anunciar o retorno à política. O ex-senador e ex-vice-governador está afastado da política desde 2010

PPS/PSD/PTB/PSDB/PRB/PSDC/DC/PSC/PHS/Patriotas/PMB

  • Cristovam Buarque (PPS) — Com o discurso pautado pela educação, candidatou-se à Presidência da República em 2006. Quatro anos depois, venceu a disputa pelo Senado e, agora, tenta a reeleição
  • Rogério Rosso (PSD) — Pupilo do ex-governador Joaquim Roriz, elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 2014, quando ficou em segundo lugar, com 93.653 votos. Antes disso, ocupou o Palácio do Buriti em 2010

PSol

  • Marivaldo Pereira — Auditor de finanças e controle da Secretaria do Tesouro Nacional, estreará na política
  • Chico Sant’Anna — Candidato ao Senado pelo PSol em 2010, o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas tentará novamente a vaga

Novo

  • Paulo Roque — Advogado conhecido no DF, é estreante na política. Pretende apostar no discurso adotado pelo partido de dispensa do Fundo Eleitoral e proibição à indicação a cargos públicos

Fonte: Correio Braziliense

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