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Geddel + Lúcio + Mãe + empréstimos + Caixa + Cunha + Funaro = 51 Milhões.

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PF apura elo entre bunker dos R$ 51 mi e desvios na Caixa.

Atas apreendidas na casa da mãe de Geddel Vieira Lima mostram repasses de R$ 5,8 bi a empresas investigadas

Geddel Vieira Lima deixa o IML em Brasília nesta sexta-feira, 8. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A Polícia Federal investiga, no âmbito da Operação Tesouro Perdido, o elo entre o bunker dos R$ 51 milhões atribuídos aos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima e supostos esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal.

Os investigadores apreenderam atas da instituição na casa da mãe do ex-ministro de acordo com relatório que o Estado teve acesso. O documento mostra que a Caixa liberou R$ 5,8 bilhões em créditos a empresas investigadas. Do total, R$ 4,4 bilhões foram destinados a empresas da holding J&F. A mãe do ex-ministro, Marluce Quadros Vieira Lima, também é uma das denunciadas na investigação.

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denúncia foi feita em dezembro de 2017 pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no âmbito da Tesouro Perdido.

Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima e o empresário Luiz Fernando Machado Costa Filho são acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Deles, a Procuradoria cobra R$ 51 milhões. A PF ainda investiga a origem do dinheiro. Um dos caminhos apontados pelos investigadores é o doleiro Lúcio Funaro, que revelou ter levado malas de dinheiro ao emedebista em voos a Salvador, que totalizaram R$ 20 milhões.

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De acordo com as investigações, Funaro reconheceu entre os R$ 51 milhões, maços de dinheiro de um banco ligado à J&F. “Lúcio Funaro informou que os valores envoltos em ligas, com um pedaço de papel onde havia impresso o valor constante do maço de dinheiro, era exatamente como retirava o dinheiro dos seus doleiros e repassava para Geddel”, afirmou a PF no relatório.

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Funaro reconheceu ainda ter operado propinas a peemedebistas relativos a negócios da Caixa Econômica. Para a PF, Geddel agia na instituição financeira “para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para os outros membros da organização criminosa que integrava”.

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Atas. Para a Polícia Federal, as atas da Caixa apreendidas na casa da mãe de Geddel apresentam “informações relevantes à investigação” sobre o bunker em Salvador.

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O relatório, assinado pelo agente Arnold Mascarenhas, destaca foi feita uma análise sobre os documentos que levou em consideração investigações anteriores contra o emedebista. “Apesar de ocupar o cargo de vice-presidente de Pessoas Jurídicas da CEF entre abril de 2011 e agosto de 2013, o ex-ministro catalogou também as Atas em que foram aprovadas operações com as empresas investigadas nos anos que sucederam a sua gestão”, concluiu.

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Em uma das pastas encontradas, há na capa a anotação: “Para a defesa”. Os agentes dizem entender que, apesar de encontrada na casa de Marluce, é “nítido” que os documentos são de Geddel.

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A PF destaca ainda que “dentre empréstimos, repactuações, e substituição de garantias, o valor global dos valores constantes nas atas encontradas” somam o montante de os valores de repasses montante de R$ 28,7 bilhões.

Beneficiada. O relatório identifica que a maior beneficiada entre as empresas encontradas nas atas apreendidas foi a empresa J&F Investimentos. “Lembrando que este foi tão somente o valor aprovado no período em que Geddel Vieira Lima ocupava o cargo de vice-presidente”.

Os investigadores ressaltam que em diversas reuniões Geddel estava presente ao lado de outros investigados por desvios na Caixa, como o delator Fábio Cleto, o ex-vice Marcos Roberto Vasconcelos, e o ex-diretor do Fundo de Pensão da Caixa, Carlos Augusto Borges.

COM A PALAVRA, A GEDDEL, MARLUCE E LUCIO

Procurado, o advogado da família Vieira Lima, Gamil Föppel não se manifestou. A Assessoria da J&F também não quis se manifestar.

COM A PALAVRA, A J&F

A J&F informou que não irá se manifestar.

COM A PALAVRA, A CAIXA

“A CAIXA informa que está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com os trabalhos, procedimento que continuará sendo adotado pelo banco”.

Do Estadão .

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