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Colegas dizem que atirador de Goiânia já levou livro satânico à escola

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Segundo duas alunas, autor dos disparos tinha “comportamentos estranhos” e chegou a levar livro satânico para aula de ética

Michael Melo/Metrópoles
De acordo com duas colegas de classe do adolescente que atirou contra alunos nesta sexta-feira (20/10) na escola Goyases em Goiânia, o garoto tinha “comportamentos estranhos”. Elas ainda afirmam que o jovem chegou a levar um livro sobre satanismo à escola.

“Numa prova de ética, ele desenhou o símbolo nazista, e em uma roda literária, levou um livro satânico”, contou uma das meninas à reportagem. Segundo a colega, o episódio aconteceu no ano passado, e o menino não disse de onde ele havia tirado o livro.

A outra jovem disse que o estudante era uma pessoa “muito estranha e fria”. “Se você fizesse uma brincadeira, ele falava que ia te levar para o inferno, que ia matar tua família e te matar”, relatou a menina.

Uma delas descreve que houve um período em que o autor dos disparos ocupou lugar em frente ao dela na sala. “Foi na época em que ele falou para mim que ia matar meu pai e minha mãe”, lembra, acrescentando que o agressor fazia ameças semelhantes a outros alunos.Disparos
Segundo as duas meninas, o colega jamais havia ameaçado levar uma arma ao colégio e, a princípio, não identificaram o barulho dos disparos como sendo tiros. “Como teria mostra científica amanhã, pensamos que um dos projetos tinha estourado, ou alguma bombinha. Na hora em que vimos a arma, saímos correndo”, conta uma das garotas. Ambas afirmam que o jovem teria começado a disparar aleatoriamente.

Amiga de João Pedro (uma das vítimas fatais), uma das adolescentes o descreve como alguém que brincava com todos, mas desconhece qualquer apelido específico em relação ao atirador. Quanto a João Vitor, outro morto, a garota o define como “uma pessoa normal, bom aluno”. Outros quatro estudantes ficaram feridos no ataque.

Luto
Uma faixa com os dizeres “Família Goyases em luto” foi afixada na porta da escola na tarde desta sexta. Acima dela, outra anunciava a realização da mostra científica que ocorreria na escola neste sábado (21).

Francisco Costa, delegado do departamento de homicídios, disse que a sala estava revirada, com marcas de bala nas paredes e no chão, e havia manchas de sangue do terceiro andar da escola até o térreo.

Três alunas do 9º ano, sentadas na calçada, comentam que há aula de ética toda semana. Em uma dessas aulas, o autor dos disparos teria desenhado uma suástica. (Com informações da Agência Estado). Do Metrópoles.

Informa Tudo DF

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