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Aliados que votarem contra Previdência vão perder cargos no governo

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Faça o que falo…

 

Por Ana Maria Campos-Correio Braziliense/Minervino Junior/CB/D.A Press – 07/09/2017 – 11:32:21

O discurso mais agressivo para rebater sindicalistas contrários ao projeto que muda a Previdência dos servidores do DF não será a única reação política do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) na estratégia de aprovar a proposta que resolve problemas de caixa do Executivo. Rollemberg pretende retaliar integrantes da base governista que se recusam a votar a favor da matéria. O primeiro da fila é o deputado Reginaldo Veras (PDT) que votou contra o texto na Comissão de Educação, Saúde e Cultura e anunciou que repetiria essa postura em plenário. No Diário Oficial do DF de amanhã devem sair as exonerações de coordenadores de regionais de ensino no Gama, Ceilândia e Samambaia indicados pelo pedetista. O recado é para toda a base. Um dos possíveis alvos é o deputado Israel Batista (PV) que tem aliados em vários cargos no programa BoraVencer e na Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude.

 

Com plateia

 

A postura do deputado Reginaldo Veras (PDT) incomodou o governo porque constrangeu distritais que pretendem votar a favor do projeto da Previdência. O pedetista levou ao plenário a votação do texto na Comissão de Educação, Saúde e Cultura, com a presença de manifestantes críticos à fusão dos fundos de aposentadoria dos servidores.

 

Faça o que falo…

 

Levantamento do governo apontou que, entre 2013 e 2014, 121 de 277 matérias enviadas pelo Executivo à Câmara Legislativa, entre projeto de lei, projetos de lei complementar e de emendas à Lei Orgânica, não cumpriram o prazo regimental de 10 dias para o oferecimento de emenda parlamentar. A pressa na votação do texto em regime de urgência, sem obedecer esses prazos, foi justamente o motivo alegado pelos deputados Wasny de Roure e Ricardo Vale, do PT, para pedir à Justiça a suspensão da votação do projeto que muda a Previdência do DF. O período analisado era justamente a gestão de Wasny como presidente da Câmara.

 

Mulheres no poder

 

A participação feminina na política é o tema de seminário promovido pela Procuradoria Regional da República da 1ª Região promove, na próxima segunda-feira. A palestra de abertura será proferida pela presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o tema sobre as mulheres nas carreiras de estado. A deputada Érika Kokay (DF), que comanda o PT no Distrito Federal, vai analisar a responsabilidade dos partidos políticos e a subprocuradora-geral da República Ela Wiecko Volkmer analisa o tema na perspectiva da reforma política. O debate ocorrerá a partir de 9h no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/DF). No Judiciário, o tema não poderia ser mais atual com a condução do Supremo Tribunal Federal (STF) pela ministra Cármen Lúcia e a posse em 18 de setembro de Raquel Dodge como procuradora-geral da República.

 

Em paz

 

Depois de uma troca de chumbo pela imprensa há seis meses, o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, e a deputada Celina Leão (PPS) fizeram as pazes publicamente ontem em solenidade na casa dos policiais. Celina promoveu, no auditório da direção-geral da corporação, um evento para homenagear os representantes da categoria que participaram em Los Angeles do World Police and Fire Games 2017, no mês passado. Celina estava à vontade e foi muito bem recebido por Seba. Os dois se desentenderam em março depois que gravações, feitas durante investigações da Operação Drácon, indicaram que policiais civis ajudaram Celina numa apuração paralela contra o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

 

Uma homenagem da família policial de Dentinho

 

A família do policial civil Carlos Eugênio Reino da Silva, conhecido como Dentinho, foi homenageada na festa que reconheceu o mérito dos atletas que participaram do World Police and Fire Games 2017. O agente morreu há dois anos, quando pedalava numa das provas da edição anterior, de 2015, do campeonato mundial. O delegado Fernando Cesar Costa, titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), deu de presente à irmã de Dentinho, Carmen Feliciano Reino e Silva, uma das quatro medalhas de ouro que conquistou nas provas de ciclismo, entre as quais, justamente a de estrada em que o policial se acidentou e perdeu a vida. A medalha foi entregue pela filha caçula do delegado, Stella Costa, 8 anos. “Meu irmão dizia que era um cidadão do mundo e a Polícia Civil era a sua segunda família”, disse Carmen, bastante emocionada. Os 109 atletas da PCDF conquistaram 79 medalhas, sendo 32 de ouro, 19 de prata e 28 de bronze.

 

Leila: “Cadê o tal legado?”

 

A secretária de Esportes do DF, Leila Barros, fez um discurso com o coração no evento da Polícia Civil do DF, ao defender mais prioridade do governo para os atletas de Brasília. “Esporte é cidadania”, repetiu várias vezes. “Trabalho com um orçamento de 0,3% e preciso usar a minha imagem para buscar parceiros”, acrescentou. Em meio às denúncias de corrupção envolvendo a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, num dos desdobramentos da Lava-Jato, Leila, que é ex-atleta olímpica de vôlei, comentou: “Estou envergonhada. Nos últimos anos, tivemos a Copa e as Olimpíadas. Cadê o tal legado?”.

 

Promessa de recursos para a próxima edição

 

Quatro deputados da oposição participaram da solenidade. Além de Celina Leão (PPS), estavam lá: Wellington Luiz (PMDB) e Cláudio Abrantes (Sem partido), com base na Polícia Civil, além de Rafael Prudente (PMDB). Os quatro se comprometeram a destinar recursos em emendas para a próxima edição do World Police and Fire Games, de 2019, na China. Celina explicou que pretende prestigiar em eventos separados os policiais e bombeiros militares que também foram campeões. Cento e nove PMs trouxeram medalhas, em 39 modalidades de esporte.

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