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Após polêmica, corregedor dá voz de prisão para todos os militares envolvidos

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Policial acaba presa após canção em formatura da PM

Depois de três meses de treinamento, policiais que concluíram o VIII Curso de Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas) tiveram que se apresentar, na manhã desta sexta-feira (1º), na Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal. Eles foram denunciados por conta de um grito de guerra proferido durante a formatura do curso na última quarta-feira (30). Determinado trecho da canção contém a palavra ‘caralho’. Além disso, nem todos os policiais teriam entoado o hino da corporação. A denúncia foi feita por um coronel.

A coordenadora do curso, capitã Otávia Feitosa foi detida administrativamente, e desde as 8h, pelo menos 25 policiais estão detidos dentro de um ônibus na frente da Corregedoria. A determinação é de que eles permaneçam no local. Por volta das 16h, o corregedor deu voz de prisão aos envolvidos no caso. Eles deverão ficar presos no Batalhão da Rotam por, pelo menos, 72 horas.

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A formatura aconteceu na Academia da Polícia Militar, com 30 formandos, sendo cinco estrangeiros da PMMS, PMGO, Brigada Militar do RS, PRF e DPOE. Depois de executarem os protocolos militares, os alunos fizeram o último desfile, momento em que cantaram a canção de curso. A letra teria incomodado o coronel Emerson Rodrigues Silva, comandante do Comando de Missões Especiais (CME), mesmo não fazendo qualquer apologia ao crime.

Além disso, o coronel não teria gostado do fato de alguns formandos terem permanecido calados durante a execução do hino da PM. Ocorre que, segundo o apurado, a canção entrou para a solenidade depois de uma mudança de última hora, não tendo sido ensaiada. O coronel entendeu que o ato seria um protesto por parte dos formandos.

Esta foi a oitava edição do curso de Rotam. Pelo menos 30 policiais participaram dos quase 90 dias de curso de especialização. A Rotam é recordista de flagrantes e apreensões de armas de fogo.

O que diz a PM

Em nota, a Polícia Militar disse que o hino criado pelos formandos contém palavras de baixo calão e foi entoada na presença da comunidade civil. “Estes fatos ferem o decoro policial militar e podem acarretar punição aos militares por motim ou recusa a obediência”, explicou. “Os envolvidos prestarão esclarecimentos e, se comprovados os fatos, podem responder a Procedimento Administrativo Militar ou a Inquérito Policial Militar”, concluiu o texto.

Confira letra da música:

Foi na semana 0 que o 21 morreu
Quem nunca viu ficou encabulado
Um bando de zumbi fez uma árvore do caralho
Frio da desgraça lagoa e geladeira
Cabo submerso era água noite inteira

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