Assessor do senador Hélio José é um dos presos por fraude habitacional no DF

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    Suspeitos cobravam até R$ 15 mil para furar fila do Morar Bem, diz polícia.

    Polícia pediu quebra do sigilo bancário e fiscal de investigados na operação.

    Carros foram apreendidos pela Polícia Civil durante operação que prendeu suspeitos de cobrar até R$ 15 mil para ‘furar fila’ do Morar Bem

    Entre os 15 presos estão o assessor parlamentar Willian Fernandes de Souza, que trabalha com o senador Helio José (PMDB-DF), e o conselheiro do Conselho de Planejamento Territorial do DF Eleuzito da Silva Rezende.

    Outras quatros pessoas ainda eram procuradas no início da tarde. A operação, batizada de Lote Fácil. Segundo a polícia os suspeitos agiram em benefício próprio.

    O senador Hélio José disse que qualquer servidor envolvido em crime será demitido. As defesas de Souza e de Rezende não foram localizadas.

    O grupo vai ficar preso por ao menos cinco dias, renováveis por mais cinco. Também foram cumpridos 11 dos 14 mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento). Os investigadores apreenderam carros, documentos e computadores no Plano Piloto,Guará, Riacho Fundo, Recanto das Emas, Santa Maria, Sobradinho, Planaltina, Taguatinga eCeilândia.

    De acordo com as investigações, os suspeitos ofereciam facilidades para aquisição de casas e terrenos junto à Codhab “sem fila e burocracia”. Para isso, cobravam entre R$ 2 mil e R$ 15 mil para o interessado furar a fila do cadastro do programa Morar Bem.

    Segundo o chefe da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), Jeferson Lisboa, os suspeitos também forneciam documentos falsos para a compra das habitações, como declaração de renda e comprovante de endereço, e operavam em todas a regiões do DF.

    Prédio do Paranoá Parque, residencial construído por meio de programa habitacional do DF (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)Prédio do Paranoá Parque, residencial construído
    por meio de programa habitacional do DF
    (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

    “Nós já tínhamos aberto inquérito e a Codhab também auxiliou. Ela nos comunicava dos fatos de que estava desconfiando”, disse o delegado. Em nota, o órgão informou que está à disposição da Polícia Civil para cooperar e que, “se constatado envolvimento de algum servidor, este será imediatamente afastado”.

    Lisboa disse que os policiais vão levantar as contas dos suspeitos para avaliar o quanto o esquema movimentou. Segundo o delegado, os suspeitos agiram em benefício próprio. “Verificamos que eles mantinham um padrão de vida maior do que a renda conferia”, afirmou.

    O chefe da Corf afirmou que os suspeitos cometeram diversas irregularidades. “Cada um vai ser indiciado por um crime. Tem estelionato, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, declarou.

    Lisboa declarou ainda que estão sendo investigadas as participações de políticos e bancos públicos no suposto esquema de fraude. Cerca de 250 policiais civis participaram da operação nesta quinta. Fonte: G1 DF.

    Informa Tudo DF