Polícia Militar invade Torre Palace Hotel para retirar sem-teto

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    A retirada durou 35 minutos. Foram usadas várias bombas de efeito moral. Um dos invasores foi atingido por uma bala de borracha e ficou ferido

    pminvadeA Polícia Militar invadiu o Torre Palace Hotel na manhã deste domingo, por volta das 6h30, para retirar os sem-teto. Os invasores resistiram à desocupação e colocaram fogo no edifício. O clima ficou tenso, já que existem crianças no local, invadido desde outubro do ano passado.

    Os ocupantes se renderam às 7h07. A retirada durou 37 minutos. Os invasores resistiram jogando tijolos, pedras, telhas. Eles chegaram a usar um fogão e um botijão de gás, incendiando o alto do prédio. Foram usadas várias bombas de efeito moral. Um dos invasores foi atingido por uma bala de borracha e ficou ferido.

    Os invasores adultos foram algemados e serão levados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil para serem autuados por vários crimes, como tentativa de homicídio, resistência, dano ao patrimônio. Cerca de 200 homens do Batalhão de Choque (BPChoque) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), auxiliados por dois helicópteros e pelo Corpo de Bombeiros, iniciaram a tomada do prédio.As quatro crianças foram as primeiras a serem retiradas do Torre Palace e foram atendidas na ambulância do Corpo de Bombeiros. Estavam muito assustadas. Há cinco dias o Governo do DF tentava negociar uma retirada pacífica, mas sem sucesso. Cerca de 12 invasores, segundo a PM, estavam no local, além das quatro crianças.

    O Governo do DF cumpre determinação judicial de desocupar e cercar todo o edifício, que também é usado por usuários de drogas. Desde quarta-feira (1º/6), a PM tenta desocupar o hotel. A ideia inicial era que os invasores saíssem espontaneamente. Mas isso não ocorreu.

    Foram várias tentativas de negociar. As crianças foram usadas como escudopara evitar uma ocupação forçada. Para vencer os sem-teto pelo cansaço, a entrada de alimentos e água foi proibida. A energia foi cortada. Durante esses dias, dois invasores chegaram a desistir e sair do prédio.

    Mas os líderes do movimento, Edson Francisco da Silva e Ylka Carvalho, insistiam em dizer que a saída estava condicionada à indicação de um local para que os sem-teto pudessem ser instalados definitivamente. Os dois foram presos no ano passado, em uma operação da Polícia Civil, acusados de extorquir dinheiro de pessoas em troca da promessa de um lote. FONTE: Metropoles.

    Informa Tudo DF