Medo da tesourada contagia os comissionados de Rollemberg

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    O anúncio da reforma administrativa feito pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), na tarde desta terça-feira (13/10), não desagradou apenas aos aliados políticos: os servidores comissionados também estão apreensivos. Além do corte no primeiro escalão, o socialista reforçou o objetivo de reduzir em 20% os gastos com os funcionários não concursados. Segundo o chefe do Executivo, cada secretário da nova estrutura deverá indicar, até a próxima terça-feira (20), quem será exonerado.

    Comissionados contaram ao Metrópoles o clima de terror que se espalhou nas repartições vinculadas ao Buriti após o anúncio de Rollemberg. “Já estávamos definhando há mais de um mês por conta dessas indefinições. E ainda temos, pelo menos, mais uma semana de angústia”, ressaltou um servidor comissionado da Secretaria de Turismo que pediu para não ser identificado. Para uma colega, a falta de transparência em como esses cortes ocorrerão é o que mais incomoda. “Será um corte político, funcional? Seremos exonerados para pegar outro cargo? Nada está claro para a gente.”

    Segundo Rollemberg, os cortes na administração serão feitos paulatinamente “para evitar um colapso”. “Os gastos com comissionados giram em torno de R$ 40 milhões. De acordo com a lei, devemos buscar uma redução de R$ 8 milhões”, explicou o socialista.

    O futuro secretário da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Sérgio Sampaio, frisa que ainda não há definição. “O corte de gastos poderá ser feito de diferentes formas. Cada secretário poderá decidir pela exoneração ou redução salarial. Não contabilizaremos número, mas valor.”

    “Alguém terá que sair”
    Os funcionários das pastas que sofreram fusões estão preparados para o pior. “Cada secretaria tem um grupo de profissionais que dão suporte nas assessorias jurídicas e de comunicação, por exemplo. Com a junção das pastas, não faz sentido ter mais de um profissional para cada função. Alguém terá que sair”, afirma um servidor comissionado do Buriti.

    A intenção com os cortes é reduzir gastos e alcançar novamente o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ultrapassado no segundo quadrimestre de 2015. Esta será a segunda redução da folha em apenas 10 meses de governo. De janeiro a agosto, 4.077 comissionados perderam cargos, gerando, segundo a assessoria do governo, uma economia de R$ 113 milhões.  Informações do metrópoles.

    Informa Tudo DF