DF: Depois do recesso, vem novidades…

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    Com Câmara em recesso: GDF faz ‘maratona’ de reuniões com distritais

    Rollemberg deve receber toda a base aliada, um por vez, em seu gabinete

    O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, deve aproveitar o recesso de um mês da Câmara Legislativa para … receber, pessoalmente, os deputados da base aliada e os considerados “independentes” na tentativa de “pacificar” as relações institucionais para o segundo semestre. Até esta terça-feira (14), 7 dos 24 distritais já haviam agendado conversa com o chefe do Buriti.

    Com 120 dias de gestão, Rollemberg cita crise, mas diz que ‘pior já passou’

    Ao longo desta terça, o governador se reuniu com cinco deputados da base aliada: Liliane Roriz (PRTB), Joe Valle (PDT), Professor Israel (PV), Sandra Faraj (SD) e Julio Cesar (PRB), líder de governo. Para quarta (15), estão agendados encontros com Dr. Michel (PP) e Luzia de Paula (PEN).

    A agenda prevê uma hora para cada distrital, sem folgas antes do próximo compromisso. O secretário de Relações Institucionais do DF, Marcos Dantas, acompanha Rollemberg nas reuniões.

    Os projetos de lei aprovados pela Câmara no último dia 30 e que ainda não foram sancionados por Rollemberg, como o que dá isenção de ICMS para as igrejas e templos da capital, de Liliane Roriz, e o que cria a Semana da Família para combater a “propaganda pró-libertinagem”, de Sandra Faraj, estavam previstos na pauta.

    Na última semana, Rollemberg se reuniu com Juarezão (PRTB) e com a presidente da Casa, Celina Leão (PDT), que rompeu com a base de governo no mês passado. Os parlamentares foram os principais alvos do vazamento do áudio de uma reunião com Rollemberg no mês anterior, ocorrido em junho. Nos trechos, os deputados pediam mais participação dentro do governo.

    Novos laços

    As reuniões no Buriti tambem podem ajudar a fortalecer a base de Rollemberg para o segundo semestre. A articulação política do GDF sofreu várias críticas dos parlamentares entre fevereiro e junho, durante a análise dos pacotes econômicos enviados pelo governo à Câmara.

    Em entrevista ao G1 na última quinta-feira (9), Marcos Dantas afirmou que as conversas diretas com parlamentares já existiam, mas serão aprofundadas. Ele diz que os encontros podem resultar em mudanças nos cargos indicados pelos distritais.

    “Sempre que o governo tiver necessidade de fazer mudanças, ele fará. Vai fazer isso ouvindo as forças políticas. Precisamos de uma máquina mais técnica, mas é sempre melhor trabalhar com os aliados. Quanto mais [aliados], melhor”, declarou.

    O comando das administrações regionais é um dos temas que ainda aflige o governo, segundo Dantas. “Está na pauta dar mais efetividade às administrações. Há muitos interinos ainda, muitos cargos que precisam ser definidos. Só agora estamos conseguindo equipar esses órgãos com máquinas, com estrutura. Quando você dá condições de trabalho, pode começar a cobrar mais.”

    Até esta terça, pelo menos três administrações regionais estavam sem chefe definitivo. O vice-governador do DF, Renato Santana, acumula a gestão interina de Guará, SIA e Vicente Pires enquanto novos nomes não são empossados.

    ‘Brasília sem crise’

    As discordâncias entre Executivo e Legislativo levaram à criação de uma “frente parlamentar em defesa do setor produtivo”, que elabora um pacote econômico alternativo para rebater as ideias do Buriti. O documento recebeu o nome provisório “Brasília sem Crise” e ainda não foi divulgado.

    No lançamento, em junho, a frente contava com 12 membros. O líder é o deputado Bispo Renato Andrade (PR). O requerimento tem assinatura também de Celina Leão, Chico Vigilante (PT), Dr. Michel, Joe Vale (PDT), Julio Cesar, Professor Reginaldo Veras (PDT), Rafael Prudente (PMDB), Wellington Luiz (PMDB), Rodrigo Delmasso (PTN), Sandra Faraj e Telma Rufino (PPL).

    Líder também do Bloco da Minoria, Andrade diz que até esta terça não recebeu convite de Rollemberg. “Não fomos convidados. O que queremos é política pública, sem cargos. Agora, ele é o governador, jamais vamos nos furtar ao diálogo”, declarou ao G1.

    Segundo ele, a frente parlamentar foi criada para resgatar as demandas dos empresários que estariam sofrendo com a negligência do GDF. “No momento em que ele [Rollemberg] abandonou o setor produtivo, ele abandonou o que mais precisamos, que é dinheiro circulando”, diz.

    Sobre as reuniões de reconciliação, Andrade diz que espera um “gesto de atenção” de Rodrigo Rollemberg para explicar eventuais vetos aos 54 projetos que foram aprovados no fim do semestre. Até esta terça, apenas dois foram sancionados. “Sugeri ao governo, indiretamente, que chame o deputado para explicar as razões de cada veto e ouvir as razões de cada projeto. Espero que não seja uma decisão unilateral.”

    Fonte: Por Mateus Rodrigues, portal G1 DF

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