Novo comandante da PM diz que vai rever distribuição de policiais pelo DF

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    Novo comandante da PM diz que vai rever distribuição de policiais pelo DF
    Coronel Florisvaldo diz que desafio é ‘levar a polícia para a comunidade’.
    Ele diz que quer construir ‘novos modelos’ em parceria com a Polícia Civil.

    Com um déficit estimado em 6 mil postos de trabalho e a previsão de 5 mil aposentadorias nos próximos dois anos, a Polícia Militar do Distrito Federal está
    revisando os planos de distribuição dos militares pelas regiões administrativas. Em entrevista à TV Globo, o novo comandante, coronel Florisvaldo Ferreira César, afirmou que a reestruturação das forças de segurança da capital passa pela construção de “novos modelos de policiamento”.

    O militar afirmou que buscará apoio da Polícia Civil para combater a onda crescente de assaltos a postos de combustíveis. “Precisamos chamar a Polícia Civil para atuar de forma bem ativa na elucidação dos crimes e conversar, no caso, com os postos. Nós temos que construir novos modelos de policiamento”, diz.

    O novo comandante também comentou os ataques recorrentes aos postos comunitários da Polícia Militar. César afirmou que as estruturas serão mantidas, mas prometeu uma revisão nas guarnições que atendem os postos.

    “Hoje, entendo que não podemos desativar o posto, mas o policial tem que patrulhar, ir à comunidade fazer os levantamentos e verificar os problemas de segurança. O desafio é levar a polícia para a comunidade, dar uma maior visibilidade, transformar em uma polícia comunitária e de contato com o cidadão”, diz.

    Monitoramento
    O policiamento de rua em duplas, conhecido como Cosme e Damião, deve ser mantido. “Nós já temos na área central um grande efetivo voltado ao Cosme e Damião. No Plano Piloto, é muito eficiente. Mas, no Itapoã e talvez em Ceilândia, ele tem suas restrições e nós vamos privilegiar o policiamento de viaturas”, explica César.

    A corporação tem 750 novos militares que, atualmente, participam do curso de formação. Segundo César, eles serão incorporados à nova distribuição de policiais pelo DF.

    “A gente tem um plano de distribuição que está sendo revisto. As cidades cresceram, mas os efetivos não foram alterados significativamente. Esses policiais serão colocados no novo estudo, de acordo com a quantidade de pessas em cada região administrativa”, afirma.

    Postos de gasolina
    Segundo o comentarista de segurança da TV Globo, Daniel Lorenz, os assaltos a postos de gasolina seguem lógicas diferentes no Plano Piloto e nas demais regiões administrativas. “No Plano, onde há menos rotas de fuga e o tempo de reação da polícia é menor, a ação é de maior risco, mas há recompensa maior. Nas cidades satélites, eles aproveitam uma variedade maior de rotas de fuga, principalmente pelas rodovias”.

    Na área central, de acordo com Lorenz, os assaltantes costumam levar bebidas alcoólicas e cigarros – itens à venda nas lojas de conveniência dos postos e com alto valor de revenda.

    O especialista diz, ainda, que o novo comandante da PM poderá contar com o Fundo Constitucional do DF para fazer concursos e contratar mais policiais. “Mas, sabemos também que o governo federal tem dificuldades no caixa e dificilmente autorizará concursos nos próximos dois anos”, diz.

    Perfil
    Florisvaldo Ferreira César, 44 anos, é formado em política e estratégia pela Escola Superior de Guerra e se tornou bacharel em segurança pública pela Academia de Polícia Militar do DF. Tem também pós-graduação pela Universidade de Brasília (UnB) em Direito Internacional em Conflitos Armados. Na polícia desde 1990, César ocupava a chefia do Departamento Operacional da PM.

    Durante discurso na solenidade de posse, na última quarta (7), o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que acredita no trabalho realizado pela Polícia Militar e que pretende dialogar com a corporação para melhorar as condições de trabalho e serviço.

    Do G1

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