Brasiliatur e PO

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    PO e Arrudabrasiliatur

     
     
    A Brasiliatur já não existe mais, mas mesmo assim ainda tira o sono de alguns personagens no DF. As investigações na Brasíliatur tiveram início em 2008. Um verdadeiro ralo de dinheiro público foi gasto sem licitação. O Ministério Público do Distrito Federal, o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal de Contas da DF  investigam denúncias contra a Brasíliatur.
    Perguntado pela imprensa sobre os escândalos na empresa, o então governador José Roberto Arruda jogou a responsabilidade em cima do vice Paulo Octávio, principalmente porque os diretores do órgão foram indicados por PO.
     

    PO havia transformado a Brasíliatur num excepcional cabide de empregos: funcionários comissionados recebiam  salários de até R$ 18 mil, e ainda uma verba de R$ 30 milhões para gastar com festas e eventos , o que PO soube gastar muito bem nas grandes festas que realizou nos dois primeiros anos do governo de Arruda.
    Todos os contratos feitos pela Brasíliatur, órgão então vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, foram  investigados. Uma auditoria foi feita e o rico empresário Paulo Octávio terá muita dor de cabeça para explicar algumas ações promovidas pela BrasíliaTur.
    Só em 2009, foram repassados R$ 76,3 milhões a empresas de eventos terceirizadas pela Brasiliatur e pelas secretarias de Trabalho e de Cultura.
    Escândalo até no carnaval de 2009.
    Então presidida pelo deputado distrital Rôney Nemer, a Brasiliatur deu R$ 800 mil ao desconhecido cantor baiano Edu Casanova para ele se apresentar como garoto-propaganda na folia de Salvador e compor um hino para as comemorações do cinquentenário da capital. O mesmo artista havia recebido R$ 60 mil para cantar no réveillon da Esplanada dos Ministérios, dois meses antes. Cachê bem menor do que o das outras atrações: Chitãozinho e Xororó (R$ 300 mil), NXZero (R$ 220 mil) e Exaltasamba (R$ 220 mil). Mas, dessa vez, o governador não viu nada de errado com a despesa nem mandou abrir sindicância.
    Os gastos com a festa de 48 anos de Brasília foram alvo de denúncia ao Tribunal de Contas do DF. A estatal pagou R$ 2,2 milhões à empresa Aplauso Organização de Eventos Ltda. para a realização do evento. Não houve licitação. Também causaram estranheza os altos valores para a contratação das atrações musicais. Somente o grupo mexicano RBD recebeu R$ 760 mil. A banda Chiclete com Banana faturou R$ 492,5 mil.
    Durante a gestão de Arruda, a Brasiliatur ficava sob o comando de Paulo Octávio. Para os 50 anos de Brasília, ele chegou a pensar em trazer artistas como Madonna e Paul McCartney. A Brasiliatur era presidida por João Oliveira, pessoa da confiança de Paulo Octávio. Confira alguns pontos:
    Despesas ilimitadas
    Desde que foi fundada pelo governador José Roberto Arruda, em outubro de 2007, a Empresa Brasiliense de Turismo (Brasiliatur) acumulou denúncias de gastos excessivos e suspeitos.
    Folha de pagamento
    A empresa pagava R$ 333.116 por mês a 59 empregados e quatro diretores, todos comissionados (não concursados).
    Festa de aniversário
    A estatal pagou R$ 2,2 milhões à empresa Aplauso Organização de Eventos Ltda. para a realização da festa de 48 anos de Brasília, sem licitação.
    Rock In Rio Lisboa
    A Brasiliatur deu R$ 850 mil para uma empresa de eventos divulgar Brasília em Portugal, durante evento de música pop, em 2008. Não houve licitação.
    Centros de atendimento
    Ainda em 2008, a estatal destinou mais de R$ 900 mil a uma associação para montar os centros de atendimento ao turista no aeroporto e no Centro de Convenções.
    Cachê astronômico
    A Brasiliatur deu R$ 800 mil ao desconhecido cantor baiano Edu Casanova para ele se apresentar como garoto-propaganda dos 50 anos de Brasília no carnaval de Salvador de 2009.

    E agora?

    Com informações do Correio Braziliense
     
    Fonte: Donny Silva