Eleições no DF: Apoio do PDT a Dilma pode prejudicar Reguffe no Distrito Federal

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    No PSB, de Rodrigo Rollemberg há apreensão do que pode acontecer.
     A formalização do apoio à reeleição de Dilma Rousseff nesta terça-feira pelo PDT pode gerar um efeito colateral no Distrito Federal. Uma das decisões tomadas pelos pedetistas é a proibição de se coligar nos estados com adversários do PT no plano nacional. Na prática, isso impediria que o partido se unisse com o PSB na disputa opelo governo da capital federal. 
    Lupi prevê apenas duas exceções à regra. E o Distrito Federal não está entre elas. Nos estados onde o PDT terá candidato próprio ao governo, os diretórios ficariam livres para fechar suas alianças. É o caso do senador Pedro Taques, que pretende dar palanque para o presidenciável Eduardo Campos (PSB) no Mato Grosso. Deputado federal proporcionalmente mais votado do país, José Antonio Reguffe (DF) também teria este passe livre…
     Porém, como decidiu não sair candidato ao governo local e preferiu entrar na chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB) como candidato ao Senado, Reguffe acabaria obrigado a sair da aliança com os pessebistas. Em maio, Lupi disse a Reguffe que deixaria ele e o senador Cristovam Buarque à vontade para negociarem os rumos do partido na capital federal.
     Porém, nas últimas semanas Lupi mudou o tom, voltando a pressionar o PDT local a apoiar a candidatura do governador Agnelo Queiroz (PT). Por isso, Reguffe e Cristovam buscarão ratificar na convenção nacional o acordo celebrado em maio. Eles queriam que os integrantes do partido estabeleçam uma exceção para o caso do Distrito Federal. 
     Não conseguiram. Mas esperam que Lupi mantenha a palavra de que Reguffe e Cristovam serão os condutores do processo no Distrito Federal. No PSB, há apreensão do que pode acontecer. O partido enfrenta dificuldade na formação de uma chapa competitiva, apesar dos nomes fortes. 
     A outra exceção está nas características regionais de Minas Gerais e Pernambuco. Em Minas os pedetistas estarão juntos com o PSDB na chapa que reúne 20 partidos encabeçada por Pimenta da Veiga. Já em Pernambuco o partido está dividido. Uma parte quer entrar na campanha de Paulo Câmara (PSB),enquanto a outra pretende apoiar o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que tem o PT na chapa.
     
    Fonte: MÁRIO COELHO –

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