Compartilhamento de bicicletas chega ao DF

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    Cem bikes já estão disponíveis para uso público; cidade também ganha aplicativo para quem gosta de pedalar 

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      Fábio Magalhães, da Agência Brasília
    Quem estiver no Distrito Federal, a partir desta quarta-feira (28), terá à disposição 100 bicicletas para compartilhamento, de um total de 400, e um aplicativo voltado às ciclovias da capital. A iniciativa, que também beneficiará turistas que vierem à cidade durante a Copa do Mundo –com início em 15 dias-, pretende estimular formas alternativas de transporte e será expandida futuramente. 
    “Hoje é um dia especial para todos nós porque estamos colocando em prática uma ação concreta para o uso da bicicleta. Essa é uma estratégia importante e faz parte de uma política de governo e não uma ação isolada, tanto que temos a maior malha cicloviária do país”, frisou o governador pouco antes de utilizar uma das bicicletas para deslocamento do Memorial JK à Praça do Buriti. 
    Pelo planejamento do GDF, neste primeiro momento a cidade receberá 10 estações, cada uma com 10 bicicletas. Um desses pontos do “Bike Brasília”, localizado no Memorial JK, foi palco, hoje, da solenidade que marcou o início desse serviço. Os demais ficam na região central do Plano Piloto (ver mapa) e foram posicionados em áreas estratégicas e de grande circulação de pessoas…..
    Resultado de uma parceria público-privada, que envolve as empresas Samba/Serttel e o Itaú Unibanco, o sistema de compartilhamento de bicicletas do DF terá 40 estações em seu pleno funcionamento. As bicicletas estarão à disposição dos usuários todos os dias da semana, das 6h às 0h, e para utilizá-las é necessário preencher um cadastro na internet e efetuar o pagamento de uma taxa anual de R$ 10. 
    Ao finalizar o procedimento de cadastro, a pessoa poderá fazer uso da bike, durante 1h. Após esse período, para assegurar a gratuidade por mais de uma vez em um mesmo dia e permitir que mais pessoas tenham acesso a esse sistema, o ciclista deverá esperar um período de 15 minutos para utilizar novamente a bicicleta. Caso opte por não fazer a pausa, o usuário deverá pagar R$ 5 por hora excedente. 
    Com uso de tecnologia moderna, as estações desse projeto de compartilhamento funcionarão com energia solar e são interligadas por um sistema de comunicação sem fio que opera pela rede GSM e 3G. Para usar a bike, que tem fabricação 100% nacional e pesa em torno de 15 quilos, o ciclista poderá destravá-la por um aplicativo para smartphones ou por meio de uma ligação para o número 4003-9846. 
    O “Bike Brasília” será operado de forma semelhante ao sistema que foi implantado em São Paulo, Pernambuco, Salvador, Porto Alegre e Rio de Janeiro, que foi o primeiro do país a adotar o sistema, em outubro de 2011, e já conta com mais de 3 milhões de viagens e cerca de 200 mil usuários cadastrados.
     Segundo o secretário de Governo, Gustavo Ponde de Leon, as demais bicicletas que integram o sistema deverão estar em operação em até 2 meses, prazo em que as outras 30 estações serão instaladas em diversos pontos da cidade. De acordo com ele, a ideia é que futuramente as regiões administrativas recebam esse benefício. 
    “Esse é um projeto de sucesso no mundo inteiro, e depois dessa fase inicial queremos levar o projeto a todo o DF. A Copa do Mundo, claro, foi a grande meta para o desenvolvimento da cidade, e hoje chegamos a esse momento tão importante”, acrescentou. 
    TECNOLOGIA – Além das bicicletas, o GDF oferece, a partir de hoje, o “CiclovidaDF”, um aplicativo para facilitar a vida de quem gosta de pedalar pela capital federal. Disponível gratuitamente nas lojas on-line da App Store (iOS) ou Google Play (Android), a plataforma proporciona interação entre os ciclistas e o acesso de informações sobre rotas e de dicas. 
    De acordo com o coordenador do Fórum de Mobilidade por Bicicleta no DF, da Casa Civil, Paulo Alexandre Passos, o aplicativo tem como grande destaque a possibilidade de os usuários sinalizarem no mapa on-line os locais em que as ciclovias apresentam problemas como rachaduras e falta de iluminação. Para ele, isso será uma forma de o GDF dar uma resposta mais rápida para sanar problemas.
     “Essa é mais uma entrega do Plano de Mobilidade por Bicicleta e é uma forma mais dinâmica de conseguir identificar os pontos de interesses dos turistas na cidade. Essa ferramenta nos dá um modelo de gestão mais eficaz”, acrescentou.
     No aplicativo, conforme lembrou Passos, existem sugestões de oito circuitos urbanos e 20 rurais, com diferentes níveis de dificuldades que vão desde fácil ao difícil. Com essas funcionalidades, o ciclista tem acesso, entre outras coisas, às recomendações sobre o local escolhido, duração média de percurso, além de fotos e vídeos.

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